Candidatos à Presidência também apontaram mentiras nos discursos um do outro durante boa parte do encontro durante as duas horas de debate realizado no domingo (18)

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Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) trocaram acusações de envolvimento com o Banco Master e com fraudes no INSS no primeiro debate entre os dois principais candidatos à Presidência. Os dois também apontaram mentiras nos discursos um do outro durante boa parte do encontro.

Com respostas curtas, ambos priorizaram o controle do tempo de fala para impedir que o adversário tivesse a palavra final. O formato permitia que os candidatos caminhassem pelo estúdio e escolhessem o tema das perguntas.

Flávio obteve direito de resposta no primeiro bloco, após ser chamado de “miliciano” por Lula mais de uma vez. O presidente chamou o senador de “palhaço” por causa dos gestos feitos atrás dele, e os mediadores interromperam o debate para pedir respeito às regras.

Na primeira pergunta, Lula questionou Flávio sobre o voto contra a ampliação da licença-maternidade, quando era deputado estadual. O senador respondeu citando entrevista da lobista Roberta Luchsinger à CNN Brasil, na qual ela sugeriu que denunciará irregularidades na gestão petista.

Lula acusou o adversário de ser “sócio do Careca do INSS” e perguntou o destino dos R$ 134 milhões negociados com Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”. Flávio citou acusações de corrupção contra Lula na Lava-Jato e associou Vorcaro e as fraudes do INSS ao atual governo.

Os dois temas foram abandonados porque ambos se recusaram a detalhar as respostas. Lula disse que Vorcaro foi feito banqueiro por seus adversários e que ele o tornou prisioneiro, e Flávio respondeu que a prisão foi determinada pelo ministro André Mendonça, do STF.

Flávio perguntou a Lula sobre a relação entre Lulinha e Roberta Luchsinger, que era próxima de Antonio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Lula respondeu que ela é “caso de Polícia Federal” e desafiou o senador a abrir os sigilos bancário e telefônico, e Flávio não respondeu diretamente.

No bloco de saúde, Lula criticou a indicação do médico Claudio Lottenberg ao ministério e acusou Flávio de querer privatizar o SUS. Lula também atribuiu a Jair Bolsonaro metade das 700 mil mortes por Covid-19, e Flávio admitiu que a saúde “não foi a área com melhor resultado” no governo anterior.

Em segurança pública, os dois reivindicaram a Lei Antifacção. Flávio defendeu castração química para estupradores, redução da maioridade penal de 18 para 14 anos e classificação de facções como organizações terroristas, e Lula o acusou de subordinação a interesses americanos.

Lula e Flávio se acusaram de mentir. O presidente disse que a mentira aparece “nos olhos” do adversário, e o senador afirmou que Lula tem “cacoetes”, como repetir “sabe” e olhar para cima, quando mente.

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Jornalista | Palestrante | Assessora de Comunicação | Consultora em Gestão de Crise de Comunicação | Apresentadora de rádio e televisão.

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