Em agosto, a temperatura média global chegou a 16,96°C, igualando o recorde registrado em julho de 2023, segundo o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, da União Europeia.

Post Images
Reprodução

O El Niño deve se intensificar nos próximos meses e atingir o pico em dezembro. Há quase 100% de probabilidade de que o fenômeno continue até fevereiro de 2027, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), que divulgou nesta quinta-feira (8) um novo boletim climático.

A OMM estima que as temperaturas da superfície do mar no Pacífico tropical central e oriental, região diretamente ligada ao fenômeno, podem chegar a 3,7°C acima da média entre outubro e dezembro. Se confirmado, o índice superará o recorde anterior de 2,6°C, registrado entre novembro de 2015 e janeiro de 2016.

A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, afirmou que o atual El Niño pode estar entre os mais intensos desde 1950. Segundo ela, as temperaturas do oceano estão em níveis recordes, o que aumenta a quantidade de calor disponível para alimentar o fenômeno.

O El Niño corresponde à fase quente do ciclo natural El Niño-Oscilação Sul (ENSO), que influencia o clima em diversas partes do mundo. O fenômeno costuma elevar as temperaturas globais e alterar os padrões de chuva, provocando períodos de seca em algumas regiões e chuvas intensas em outras.

Em agosto, a temperatura média global chegou a 16,96°C, igualando o recorde registrado em julho de 2023, segundo o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, da União Europeia.

Um estudo do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago, divulgado no mês passado, estimou que o fenômeno pode estar associado a até 451 mil mortes adicionais no mundo entre junho de 2026 e fevereiro de 2027.

Jornalista | Palestrante | Assessora de Comunicação | Consultora em Gestão de Crise de Comunicação | Apresentadora de rádio e televisão.

Faça Login ou Cadastre-se no site para comentar essa publicação.

0 Comentários