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Duas campanhas trabalham para evitar um debate no mesmo tom do realizado no domingo, 18, pela Band e pelo Estadão
Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participam nesta sexta-feira, 23, do último debate da disputa pela Presidência, dois dias antes da eleição e realizado pela TV Globo. Os dois estão tecnicamente empatados nas principais pesquisas, com o senador numericamente à frente.
Segundo apurou o Estadão/Broadcast, as equipes avaliam que é preciso mudar a postura para evitar rejeição do eleitorado.
A repercussão do primeiro confronto foi negativa. Comentaristas criticaram a falta de discussão de propostas, e grupos focais e pesquisas qualitativas indicaram insatisfação com a conduta dos candidatos.
Lula reservou dois dias para a preparação e cancelou a viagem prevista para quinta-feira, 22. Ele permaneceu no Palácio da Alvorada, onde discutiu estratégias e buscou recuperar a voz, que piorou com a agenda de campanha.
A campanha petista orienta o presidente a falar mais sobre os cortes de gastos defendidos pela campanha de Flávio e sobre o risco do armamento. Também quer que ele esteja mais preparado para rebater ataques sobre Roberta Luchsinger e outras investigações.
O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, negociou mudanças de formato com a Globo. Os candidatos não poderão circular pelo palco enquanto o adversário falar, medida pedida após Flávio gesticular atrás de Lula no debate anterior.
Sidônio não obteve checagem ao vivo durante a transmissão. A Globo decidiu que uma equipe do G1, ligada ao “Fato ou Fake”, fará a verificação e publicará o resultado no site.
Flávio também reservou dois dias para treinar. Na quinta-feira, esteve em Brasília com integrantes da campanha e com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e nesta sexta fará outra rodada no Rio de Janeiro.
Aliados de Flávio atribuem a Pablo Marçal parte da queda da vantagem do senador, que oscilou para 52%, enquanto a rejeição de Lula caiu seis pontos, para 47%. A campanha quer mais propostas, foco em segurança, economia e manutenção do Bolsa Família, e respostas mais diretas sobre Daniel Vorcaro, o filme “Dark Horse”, Javier Milei e o salário mínimo.
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