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Estado obteve índice de 0,303 no Ranking de Eficiência dos Estados e ficou em penúltimo lugar entre os estados do Nordeste
O Rio Grande do Norte ficou na 20ª posição entre os 26 estados avaliados na segunda edição do Ranking de Eficiência dos Estados – Folha (REE-F), elaborado pela Folha de S.Paulo em parceria com o Datafolha. O estado recebeu índice geral de 0,303 e ficou na penúltima colocação entre os estados nordestinos, à frente apenas da Bahia.
O ranking avalia a capacidade dos estados de transformar a receita disponível por habitante em resultados para a população. Para isso, são considerados cinco componentes: educação, saúde, infraestrutura, segurança pública e finanças. Educação e saúde possuem peso dobrado no cálculo.
Os estados são distribuídos em quatro faixas de acordo com o índice:
- Índice igual ou superior a 0,550: eficiente;
- De 0,400 a 0,549: alguma eficiência;
- De 0,350 a 0,399: pouca eficiência;
- Abaixo de 0,350: ineficiente.
Com índice de 0,303, o Rio Grande do Norte ficou na faixa classificada pelo levantamento como ineficiente. Também estão nesse grupo Bahia, Amazonas, Pará, Roraima, Acre e Amapá.
O Paraná liderou a classificação nacional, com índice de 0,734, seguido pelo Ceará, com 0,665, e por São Paulo, com 0,637. O Distrito Federal não foi incluído devido às suas particularidades administrativas e orçamentárias.
Educação teve menor índice no RN
Entre os cinco componentes avaliados, a educação apresentou o menor resultado do Rio Grande do Norte. O estado recebeu índice de 0,272 e ficou na 25ª posição nacional, à frente somente da Bahia.
A área possui peso dobrado no cálculo geral, assim como a saúde. O componente educacional considera:
- Frequência escolar de crianças de 6 a 14 anos;
- Frequência escolar de jovens de 15 a 17 anos;
- Ingresso no ensino superior estadual por 100 mil habitantes;
- Abandono no ensino médio da rede estadual;
- Notas de língua portuguesa e matemática no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
As informações sobre frequência escolar são do Censo de 2022. Os dados de abandono, ingresso no ensino superior e desempenho no Saeb são de 2024. Dessa forma, o resultado não corresponde exclusivamente ao cenário de 2026, ano de publicação do ranking.
Saúde teve melhor desempenho entre serviços
Na saúde, o Rio Grande do Norte obteve índice de 0,538 e ficou na 12ª posição nacional. Foi o melhor resultado do estado entre as áreas diretamente relacionadas à prestação de serviços avaliadas pelo ranking.
O componente considera a cobertura da atenção primária, o número de médicos por mil habitantes, a mortalidade infantil e a quantidade de leitos de internação do Sistema Único de Saúde (SUS) por mil habitantes.
Os três primeiros indicadores são referentes a 2024. A quantidade de leitos considera os dados de dezembro de 2025.
RN ocupa 20ª posição em infraestrutura e segurança
O Rio Grande do Norte ficou na 20ª posição tanto em infraestrutura quanto em segurança pública.
Material de referência geográfica
Na infraestrutura, o índice foi de 0,388. O cálculo considera o atendimento da população pelas redes de água e esgoto, com dados de 2022, além da parcela das rodovias classificadas como boas ou ótimas na Pesquisa CNT de Rodovias de 2025.
Dos 1.883 quilômetros de rodovias avaliados no estado, nenhum recebeu a classificação de ótimo. Outros 391 quilômetros foram considerados bons. Assim, 20,8% da extensão analisada recebeu uma das duas melhores classificações.
Os demais 1.492 quilômetros, correspondentes a 79,2% da malha pesquisada, foram classificados como regulares, ruins ou péssimos.
No componente de segurança pública, o estado recebeu índice de 0,384, também com 20ª colocação. O cálculo utiliza a taxa de mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes registrada em 2025.
Segundo os dados utilizados no ranking, o Rio Grande do Norte registrou 1.007 mortes violentas intencionais em 2025. A taxa foi de 29,1 mortes por 100 mil habitantes, ante 24,4 em 2024.
A categoria inclui homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais.
Finanças colocam RN na 4ª posição nacional
O melhor resultado do Rio Grande do Norte ocorreu no componente financeiro, com índice de 0,842 e quarta posição nacional.
Esse indicador considera o comprometimento da receita corrente líquida com despesas de pessoal ativo e inativo e a relação entre a dívida consolidada líquida e a receita.
O resultado, porém, não contempla diretamente aspectos como insuficiência de caixa, passivos previdenciários, capacidade de investimento e qualidade dos serviços públicos.
No encerramento de 2025, a despesa total com pessoal do Poder Executivo correspondia a 56,41% da receita corrente líquida ajustada, acima do limite de 49% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, conforme o Relatório de Gestão Fiscal apresentado no material.
Na variável de receita utilizada para relacionar os serviços aos recursos disponíveis, o RN recebeu índice de 0,162 e ficou na 18ª posição.
A receita corrente líquida estadual somou aproximadamente R$ 19,5 bilhões em 2025. Considerando a estimativa de 3.455.236 habitantes do IBGE, o valor corresponde a aproximadamente R$ 5.648 por morador.
RN fica à frente apenas da Bahia no Nordeste
O Ceará apresentou o melhor resultado entre os estados nordestinos e ficou na segunda posição nacional. Piauí e Paraíba ocuparam, respectivamente, a quinta e a sexta posições no ranking nacional.
Pernambuco, Maranhão, Sergipe e Alagoas também ficaram à frente do Rio Grande do Norte.
A média dos estados nordestinos foi de 0,462, enquanto o índice potiguar foi de 0,303. A Bahia registrou 0,301 e ficou na 21ª posição nacional.
Na primeira edição do ranking, publicada em 2018, o Rio Grande do Norte ocupava a 23ª posição, com índice de 0,259.
A comparação entre as duas edições, porém, deve considerar que os indicadores e os pontos de corte utilizados no levantamento foram modificados.
Ranking utiliza dados de diferentes anos
O Datafolha informa que utilizou, em cada indicador, a informação mais recente disponível que permitia a comparação entre todos os estados no fechamento da edição de 2026.
Os dados considerados no ranking abrangem diferentes períodos:
- Educação: 2022 e 2024;
- Saúde: 2024 e dezembro de 2025;
- Saneamento: 2022;
- Rodovias: 2025;
- Segurança: 2025;
- Receita e finanças: 2025.
Parte dos indicadores também depende de ações municipais, federais ou de prestadores de serviços. É o caso de áreas como atenção básica à saúde, saneamento e disponibilidade de leitos hospitalares.
O levantamento busca estabelecer uma comparação entre a capacidade dos estados de transformar os recursos disponíveis em resultados nas áreas consideradas pelo estudo.
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