Jornalista | Palestrante | Assessora de Comunicação | Consultora em Gestão de Crise de Comunicação | Apresentadora de rádio e televisão.
Ministro Vieira de Mello Filho considerou o serviço essencial e apontou possíveis reflexos do movimento no processo eleitoral deste ano
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que os Correios mantenham pelo menos 80% do quadro de trabalhadores em atividade durante a greve iniciada pela categoria na última quinta-feira (10). A decisão é do presidente da Corte, ministro Vieira de Mello Filho, e atende a um pedido apresentado pela estatal para assegurar o funcionamento mínimo dos serviços.
Trabalhadores aplicativos
O magistrado considerou que as atividades desempenhadas pelos Correios têm caráter essencial. Na decisão, também destacou que a paralisação ocorre durante o período de campanha eleitoral de 2026 e pode afetar compromissos relacionados ao pleito.
“A atividade essencial desenvolvida pela suscitante se agiganta em face dos compromissos assumidos com entes públicos e privados relacionados ao pleito eleitoral de 2026, cujo período de campanha encontra-se em curso, o que agrava os impactos à sociedade do movimento paredista”, afirmou o ministro.
A empresa havia recorrido ao TST para garantir a manutenção de um contingente mínimo de funcionários. Os Correios classificam a paralisação como abusiva.
Motivos da greve
A paralisação começou na quinta-feira (10), após as negociações entre a empresa e os representantes dos trabalhadores não chegarem a um entendimento sobre o acordo coletivo de trabalho 2025/2026.
A Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect) afirma que a categoria tentou construir uma saída por meio do diálogo, mas não houve consenso em pontos considerados prioritários.
Entre as principais reivindicações está a discussão sobre o plano de saúde destinado aos empregados, aposentados e seus familiares.
Os sindicatos também são contrários ao projeto de reestruturação dos Correios. Entre as medidas questionadas estão o encerramento de agências e a diminuição de distritos postais. As entidades ainda rejeitam a ideia de atribuir aos funcionários a responsabilidade pela situação financeira enfrentada pela empresa.
Correios adotam medidas para manter serviços
Diante da paralisação, os Correios informaram que colocaram em funcionamento um plano de continuidade de negócios com o objetivo de diminuir os efeitos da greve sobre as operaçõe
Segundo a estatal, empregados da área administrativa estão sendo deslocados para auxiliar os setores operacionais. Também estão previstos o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para evitar prejuízos ao fluxo de encomendas e correspondências.
“Entre as medidas adotadas estão a mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico”, informou a estatal.
Faça Login ou Cadastre-se no site para comentar essa publicação.
0 Comentários