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Com 29 senadores a partir de fevereiro, partido rejeita acordo com o atual presidente da Casa e aposta em rachas no Centrão para virar o jogo
O PL vai lançar na quarta-feira da próxima semana a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à Presidência do Senado. Com isso, a bancada do partido e senadores de oposição de outras legendas rejeitam um acordo para apoiar a reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP).
A partir de fevereiro, o PL terá 29 senadores, mais de um terço das 81 cadeiras. O nome de Marinho já tem o aval de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Lula no segundo turno, e do senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC). A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também tenta se viabilizar, mas a oposição promete chegar à reta final com um nome único.
Para esvaziar a articulação, Alcolumbre tentou costurar um aceno a Jair Bolsonaro, condenado por liderar uma trama golpista. Foram discutidas alternativas como indulto, anistia ampla ou a retomada da redução de penas, hoje suspensa pelo STF. Não houve proposta fechada, e a ideia não chegou a Lula.
A oposição duvida que Alcolumbre consiga cumprir um acordo. Em 2025, o PL o apoiou esperando avanços na anistia, sem sucesso.
Outro ponto de atrito é o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, bandeira da oposição. Oposicionistas avaliam que Alcolumbre, aliado do ministro, não trabalhará por seu afastamento.
A conta dos votos
Somados os três eleitos do Novo, Marinho parte de 32 votos potenciais. Alcolumbre conta com a direção da federação União-PP e com PT, PSB, PDT, Rede e outras siglas da base de Lula, que juntos somariam 39 senadores.
A federação União-PP, porém, está dividida: Tereza Cristina e o senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) resistem à reeleição. Alcolumbre tem procurado senadores individualmente, como Arthur Lira (PP-AL), que ainda não declarou voto.
O voto secreto pode favorecer o atual presidente, ao permitir que parlamentares contrariem seus partidos sem serem identificados. Republicanos, Podemos e PSDB, com 16 senadores, seguem indefinidos e são o principal alvo da oposição.
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