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Em resposta a críticas, Allyson nega aumento de impostos em Mossoró e acusa Cadu de elevar ICMS no RN
O ex-prefeito Allyson Bezerra, pré-candidato do União Brasil ao Governo do Rio Grande do Norte, negou ter aumentado impostos durante sua gestão em Mossoró e reagiu diretamente às críticas do ex-secretário da Fazenda e também pré-candidato Cadu Xavier, a quem associou ao aumento da carga tributária estadual.
Em entrevista à rádio 98 FM Natal, Allyson afirmou que qualquer elevação de tributo exige lei específica e disse que isso nunca ocorreu em sua administração municipal.
“Primeiro, para aumentar impostos tem que ter lei. Fato. Ninguém aumenta impostos, seja a nível de Brasil, Estado, Município, sem editar lei. Cadê a lei? Não tem”, declarou. Segundo Allyson, em cinco anos e três meses como prefeito, não houve aprovação de nenhuma legislação que elevasse alíquotas. “Não tem uma lei aumentando o imposto. Porque, para aumentar o imposto, você tem que aumentar a alíquota.”
Ao tratar do aumento nos valores do IPTU, citado por Cadu Xavier, o pré-candidato afirmou que se tratou de uma revisão pontual determinada por órgãos de controle.
“Isso aí foi uma revisão. Se você mora numa casa e está pagando IPTU em cima de um terreno, você tem que pagar em cima do valor de uma casa”, explicou. Ele disse que a mudança ocorreu após questionamento do Ministério Público do Rio Grande do Norte. “O Ministério Público questionou a Prefeitura de Mossoró porque existiam alguns condomínios em que o cidadão pagava como terreno, sendo que morava numa casa.”
Na sequência, Allyson direcionou críticas ao Governo do Estado, relacionando o aumento do ICMS ao ex-secretário de Fazenda e pré-candidato Cadu Xavier.
“O Governo do Estado mandou uma lei para a Assembleia aumentando o imposto sobre serviço e comércio, ICMS, de 18% para 20%. Fato. Tem uma nova lei. Os deputados votaram nessa lei”, afirmou. Ele reforçou que a proposta foi elaborada pela equipe econômica estadual. “Quem foi que escreveu? O secretário de Finanças e Fazenda do Estado. Quem é esse secretário? Candidato ao Governo do Estado.”
O pré-candidato disse ainda que, caso eleito, não adotará medidas de aumento de impostos e pretende ampliar a arrecadação com crescimento econômico. “Vou colocar um secretário que tenha a capacidade de aumentar a arrecadação destravando o Rio Grande do Norte”, afirmou. Segundo ele, o Estado enfrenta entraves burocráticos que travam investimentos. “O Rio Grande do Norte tem hoje, sobre a mesa do Idema, uma série de processos de licenciamento de grandes resorts, hotéis, empreendimentos imobiliários e atividades do agro que não andam.”
Allyson também inseriu o tema tributário no contexto mais amplo da disputa eleitoral, marcada, segundo ele, por estratégias de adversários. “Adversários querem pautar aquilo que interessa a eles”, disse. Ele afirmou conduzir uma pré-campanha “extremamente positiva” e voltou a destacar resultados de sua gestão em Mossoró, citando equilíbrio fiscal e regularidade de pagamentos.
Ao assumir a Prefeitura, disse ter encontrado um cenário de crise com cerca de R$ 750 milhões em dívidas, salários atrasados, décimo terceiro em atraso e previdência com déficit de R$ 233 milhões. Segundo ele, ao final da gestão, deixou aproximadamente R$ 226 milhões em caixa na previdência e passou a pagar salários de forma antecipada, entre os dias 25 e 28 de cada mês.
No campo político, Allyson afirmou que pretende evitar uma campanha baseada em ataques. “Eu não quero fazer nem pré-campanha nem campanha de acusação e nem de polêmicas. Se alguém nos questionar, vamos responder, mas eu quero propor ideias”, disse.
Ele também evitou declarar apoio a candidatos à Presidência da República, afirmando que pretende focar nos problemas do Estado. “Eu tenho experiência de ser gestor com Jair Bolsonaro no poder e com Lula no poder. Com os dois governos, eu tive a condição de trabalhar.”
Fonte: Agora RN
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