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Data para o início da paralisação não foi definida, mas há integrantes que defendem que o movimento comece ainda nesta semana
Caminhoneiros de diferentes regiões do país voltaram a alertar o governo federal sobre a possibilidade de uma paralisação nacional nos próximos dias, em meio à insatisfação com o aumento do preço do diesel. A mobilização ganhou força após assembleia realizada nesta segunda-feira 16 no Porto de Santos, em Santos (SP), onde lideranças do setor autorizaram a articulação do movimento.
A data para o início da paralisação ainda não foi definida, mas há integrantes que defendem que o movimento comece ainda nesta semana.
A mobilização envolve tanto caminhoneiros autônomos quanto motoristas vinculados a empresas de transporte. Um comunicado oficial deve ser encaminhado ao Palácio do Planalto ainda nesta terça-feira 17.
Na última semana, o governo federal anunciou medidas para tentar reduzir o impacto do preço do diesel. Entre as ações, houve a zeragem de PIS/Cofins sobre o combustível, a criação de uma subvenção para reduzir os valores nas bombas e mudanças na fiscalização de preços.
Após o anúncio, a Petrobras informou reajuste no diesel, o que, segundo representantes da categoria, reduziu os efeitos das medidas.
Caminhoneiros afirmam que parte do benefício não chegou ao consumidor final e apontam falhas na fiscalização ao longo da cadeia de distribuição.
“Em cada dois quilômetros você encontra um preço diferente. O governo precisa fiscalizar distribuidoras e revendedoras de uma outra forma”, disse Wallace Landim, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava).
Segundo as lideranças, o aumento dos custos do transporte e a falta de previsibilidade no setor estão entre os fatores que motivam a mobilização.
Entre as reivindicações apresentadas estão a redução coordenada do ICMS pelos estados e maior fiscalização sobre os preços dos combustíveis.
A categoria também cobra revisão de pedágios e o cumprimento do piso mínimo de frete.
O movimento é impulsionado principalmente por caminhoneiros autônomos, mas entidades apontam possibilidade de adesão de motoristas de aplicativo e do transporte escolar.
Apesar da mobilização, representantes do setor afirmam que seguem em diálogo com integrantes do governo federal, incluindo a Casa Civil, na tentativa de evitar a paralisação.
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