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Reajuste mensal pressiona custos das companhias aéreas, enquanto governo avalia corte de impostos e medidas emergenciais
A Petrobras anunciou um aumento de cerca de 55% no preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para distribuidoras a partir de abril. O reajuste segue a política da companhia, que prevê atualizações nos valores sempre no início de cada mês, conforme estabelecido em contrato.
A elevação do combustível, considerado um dos principais custos operacionais das companhias aéreas, já acende o alerta no setor. A expectativa é de que o impacto seja repassado ao consumidor, com projeção de aumento de até 30% no valor das passagens nos próximos meses.
Diante do cenário, o Ministério de Minas e Energia (MME) solicitou ao Ministério da Fazenda a análise de uma possível redução das alíquotas de PIS e Cofins incidentes sobre o QAV. A medida tem como objetivo amenizar os efeitos da alta e reduzir a pressão sobre os custos das empresas.
Atualmente, os tributos federais podem chegar a R$ 71,20 por metro cúbico do combustível, sendo cobrados tanto na importação quanto na comercialização.
Além disso, o governo federal estuda um conjunto de ações para conter os impactos no setor aéreo. Entre as propostas está a criação de uma linha de crédito emergencial com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), destinada à compra de combustível pelas companhias.
O aumento ocorre em meio à valorização do petróleo no mercado internacional, impulsionada por tensões no Oriente Médio, o que tem pressionado toda a cadeia da aviação.
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