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Levantamento do Unicef aponta que apenas 26,4% dos adolescentes aptos emitiram o documento até fevereiro
Três em cada quatro jovens do Rio Grande do Norte com idades entre 16 e 17 anos não possuíam título de eleitor até fevereiro deste ano, de acordo com o levantamento feito pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral.
O Estado tem 96.743 adolescentes com idade de votar e apenas 25.558 desses emitiram o documento, o que corresponde a 26,4% do total — o equivalente a um em cada quatro adolescentes na faixa etária permitida para a votação. O prazo para regularizar o título e votar nas eleições de outubro termina em 6 de maio. A emissão deve ser feita no cartório eleitoral do município.
Com a baixa adesão, o Unicef realiza uma campanha para convocar os jovens para emitir o título de eleitor. No Brasil, o voto é obrigatório apenas para quem tem entre 18 e 70 anos de idade, mas jovens com 16 e 17 anos podem votar, se quiserem, além dos idosos com mais de 70 anos.
No cenário nacional, o Brasil conta com 5,8 milhões de adolescentes entre 15 e 17 anos. Mas os números do Tribunal Superior Eleitoral mostram que, até fevereiro, apenas 1,8 milhão deles haviam feito o cadastro eleitoral. Isso significa que só dois em cada dez adolescentes aptos estão registrados para votar.
O TSE explica que o título de eleitor pode ser emitido por jovens que têm 15 anos, mas que completarão os 16 antes de 4 de outubro, data do primeiro turno das eleições neste ano.
Nas eleições de 2022, o número de jovens aptos a votar aumentou 47,2% em relação a 2018, e 57,4% em relação aos quatro primeiros meses de 2014. Na ocasião, a maioria dos novos eleitores aptos a votar em outubro tirou o primeiro título eleitoral a partir de março, o que coincidiu com uma campanha da Justiça Eleitoral e com a adesão ao movimento de artistas como a cantora Anitta e os atores Leonardo di Caprio e Mark Ruffalo. Entre janeiro e abril de 2022, o País ganhou 2.042.817 novos eleitores na faixa etária de 16 a 18 anos.
Em 2026, a baixa adesão fica ainda mais evidente nos estados do Sudeste. Em São Paulo, são cerca de 1,19 milhão de adolescentes de 16 e 17 anos, mas pouco menos de 139 mil haviam se registrado como eleitores até fevereiro de 2026. Já no Rio de Janeiro são mais de 419 mil jovens nessa faixa etária, com cerca de 47,5 mil títulos emitidos.
Já os estados do Norte e Nordeste Norte apresentam números mais altos de participação entre adolescentes. No Nordeste, o RN aparece na sexta posição, ficando atrás de: Piauí (36,7%), Maranhão (32,4%), Ceará (32,1%), Alagoas (28,8%) e Paraíba (28,2).
Os dados mostram que o interesse dos adolescentes pelo voto varia ao longo dos anos. Em 2022, por exemplo, mais de 2 milhões de jovens haviam tirado o título (34% do total apto). Já em 2018, esse percentual era de aproximadamente 21%. Já para 2026, o índice atual de 20,3% indica um patamar semelhante ao de oito anos atrás, abaixo do registrado na última eleição presidencial.
Campanha
O Unicef, em parceria com o TSE, lançou uma campanha nacional para incentivar adolescentes a exercer o direito ao voto. A mobilização inclui campanhas nas redes sociais, ações em escolas e uma espécie de “gincana digital” voltada aos Núcleos de Cidadania do Adolescente (NUCAs), presentes em mais de 2,3 mil municípios participantes do Selo Unicef.
A proposta é premiar grupos que consigam aumentar proporcionalmente o número de jovens com título de eleitor, além de incentivar a produção de conteúdos criativos sobre o tema.
Fonte: O correio de hoje
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