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Governadora e ministro vistoriam obras essenciais para 32 municípios da faixa de domínio da Bacia Apodi/Mossoró
A governadora Fátima Bezerra e o ministro Waldez Góes fizeram nesta quinta-feira (10) uma visita de inspeção às obras finais do Ramal do Apodi e acompanharam o percurso das águas do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF), estratégicas para o abastecimento e o desenvolvimento econômico de 32 municípios localizados na área de domínio da bacia do Rio Apodi/Mossoró, no Oeste Potiguar. Além de canais, aquedutos e um túnel de 6,5 mil metros de extensão, as obras incluem ainda a recuperação do Açude de Angicos, a modernização da Barragem Santa Cruz do Apodi e a reestruturação da Barragem de Pau dos Ferros.
As águas da transposição, que correm pelo Oeste desde o início de julho, chegaram ao Rio Grande do Norte em meio a mudanças climáticas no momento em que o mundo se prepara para enfrentar o super El Niño em formação no Pacífico, cujo pico está previsto para os meses de novembro de dezembro. O fenômeno influi no clima em escala mundial e está associado a secas extremas no Nordeste.
“Quando o presidente Lula assumiu, não havia recursos para obras como o Ramal do Apodi, o Cinturão das Águas do Ceará, o Ramal do Salgado e a Adutora do Agreste. Havia obras paradas e até bombas da Transposição quebradas. O presidente articulou a PEC da Transição, garantiu os recursos para 2023 e, depois, o novo PAC assegurou os investimentos para os quatro anos seguintes. Só para as novas bombas do Eixo Norte, foram destinados R$ 500 milhões, o que vai permitir dobrar a capacidade de bombeamento, de 25 para 50 metros cúbicos por segundo. Isso significa mais água chegando ao Rio Grande do Norte e aos demais estados alcançados pela Transposição”, afirmou o ministro Waldez Góes.
O momento mais simbólico da agenda ocorreu na Barragem de Pau dos Ferros, onde a governadora e o ministro acompanharam a chegada das águas do PISF ao reservatório principal. O fluxo, que teve início em 1 m³/s, deverá chegar progressivamente a 2 m³/s no Ramal do Apodi, percorrendo o Túnel Major Sales, o Açude de Angicos e o Açude Flechas até alcançar Pau dos Ferros. A previsão é de um aporte de aproximadamente 15 milhões de metros cúbicos de água no reservatório, elevando seu armazenamento atual de 50% para até 80% da capacidade.
“É um momento de muita alegria. Estamos vendo se concretizar uma obra grandiosa, que representa integração, segurança hídrica e transformação social. As águas do São Francisco chegam ao nosso Alto Oeste e abrem um novo horizonte para o Rio Grande do Norte”, destacou a governadora Fátima Bezerra. Emocionada, a governadora lembrou do sofrimento que o povo do Nordeste passou durante as sucessivas - e agora mais frequentes - secas no Semiárido. "Por isso, as lágrimas de hoje são de reconhecimento a uma conquista de caráter humano. Isso aqui representa dignidade, o respeito que chegou para as gerações presentes e futuras".
O reservatório de Pau dos Ferros integra o Sistema Produtor Integrado do Alto Oeste e atende a zona urbana do município, além de comunidades e municípios como São Francisco do Oeste, Rafael Fernandes, Água Nova, Riacho de Santana, José da Penha e Luís Gomes. A expectativa é que o fluxo das águas alcance a Barragem de Santa Cruz do Apodi no próximo ano.
Durante a agenda no Oeste, também foi assinada, em conjunto com o DNOCS, a Ordem de Serviço para as obras na Barragem de Santa Cruz do Apodi. O projeto prevê a modernização da infraestrutura da barragem e a adequação das comportas para a passagem e recepção das águas do PISF, com contrato orçado em R$ 14 milhões. O reservatório possui capacidade total de armazenamento de aproximadamente 599,7 milhões de metros cúbicos.
O secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Paulo Varela, destacou que a chegada das águas representa uma mudança estrutural para o desenvolvimento do Estado. “Estamos vendo águas que percorreram quase 400 quilômetros chegarem ao Alto Oeste. Isso significa superar uma das maiores limitações históricas do nosso desenvolvimento: a segurança hídrica. É água para o abastecimento humano, mas também para gerar produção, leite, queijo, agricultura, pecuária, mineração, turismo e pesca”, afirmou.
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