Intervenção busca elevar calado para 12,5 metros; segunda etapa ainda depende de licença ambiental

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Foto: José Aldenir

A dragagem do Porto de Natal alcançou 24,6% de execução e segue dentro do cronograma estabelecido pela Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), em uma obra considerada estratégica para ampliar a competitividade logística do Estado. Desde o início dos trabalhos, em 24 de abril, já foram retirados cerca de 444 mil metros cúbicos de sedimentos do canal de acesso, volume equivalente a quase um quarto dos 1,8 milhão de metros cúbicos previstos para esta primeira etapa.

Com investimento estimado em R$ 60 milhões, a intervenção tem como principal objetivo restaurar o calado operacional do terminal para 12,5 metros, permitindo a entrada de embarcações maiores e ampliando a capacidade de movimentação de cargas. Segundo a Codern, a draga responsável pelo serviço realizou 266 viagens até a última sexta-feira 19, mantendo a previsão de conclusão desta fase em até 120 dias, com término esperado para o fim de outubro.

A ampliação da profundidade do canal é uma demanda antiga do setor produtivo potiguar. Em 2023, um navio encalhou na área de acesso ao porto, evidenciando as limitações operacionais da estrutura e levando à realização de uma dragagem emergencial que elevou o calado para 10 metros. Com a nova intervenção, a expectativa é aumentar a atratividade do terminal para cargas de maior valor agregado, ampliar a movimentação portuária e abrir espaço para novos negócios, incluindo operações com cargas especiais e cargas vivas.

Apesar do avanço da primeira etapa, a continuidade do projeto ainda enfrenta desafios. A segunda fase da dragagem, que prevê a adequação da bacia de evolução utilizada para manobras das embarcações, segue sem cronograma definido por depender da conclusão do processo de licenciamento ambiental.

A Codern informou que participará de audiência no Ministério Público Federal (MPF) para discutir questionamentos apresentados pela Colônia de Pescadores. Paralelamente, a estatal mantém outras obras de modernização financiadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como a recuperação de armazéns e galpões, a implantação de sistema fotovoltaico — com 52% de execução — e a instalação dos dolphins de atracação, prevista para começar em julho.

Agora RN

Jornalista | Palestrante | Assessora de Comunicação | Consultora em Gestão de Crise de Comunicação | Apresentadora de rádio e televisão.

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