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Segundo o delegado Pedro Sala, Thales realizou um disparo de arma de fogo na região da têmpora direita de cada criança
A Polícia Civil de Goiás concluiu que o secretário de Governo de Itumbiara, Thales Machado, matou os filhos Miguel Araújo Machado, de 12 anos, e Benício Araújo Machado, de 8, enquanto eles dormiam no apartamento da família, no Condomínio Paraíso, no sul de Goiás, e depois tirou a própria vida. A conclusão do inquérito foi divulgada na manhã desta sexta-feira 27.
Segundo o delegado Pedro Sala, responsável pela investigação, Thales realizou um disparo de arma de fogo na região da têmpora direita de cada criança no dia 12 de fevereiro. Os meninos estavam dormindo no momento do crime. Ele afirmou que o secretário agiu sozinho.
“Eles estavam deitados, os dois com a face esquerda no travesseiro e ambos receberam disparos de arma de fogo na têmpora direita. O Thales se matou com um tiro direcionado ao seu palato, em direção à sua cabeça, o que foi suficiente a levá-lo a óbito ali naquele momento. Portanto, é imprescindível que seja esclarecido isso, o fato do Thales ter falecido antes dos meninos não coloca um terceiro na cena do crime”, afirmou o delegado.
De acordo com o investigador, as crianças foram encontradas na mesma posição em que receberam os disparos. Thales teria atirado contra os filhos e, em seguida, efetuado o disparo contra si. Ele morreu antes dos meninos, o que, segundo a polícia, elimina a possibilidade de participação de outra pessoa.
As crianças foram socorridas ainda com vida. Miguel morreu no mesmo dia, pouco tempo após dar entrada no hospital. Benício passou por cirurgia e ficou internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas morreu no dia seguinte.
A arma utilizada foi uma Glock G25.380, registrada em nome de Thales, conforme informou o delegado.
Thales Machado era secretário de Governo de Itumbiara desde 2021 e genro do prefeito da cidade, Dione Araújo (União Brasil). Dias antes do crime, havia sido lançado pelo sogro como pré-candidato a deputado estadual por Goiás. As crianças foram veladas na casa do avô materno.
Secretário contratou detetive para investigar esposa
A investigação apontou que, antes do crime, Thales contratou um detetive em São Paulo para investigar a esposa, com quem era casado havia 15 anos. A mãe das crianças estava em viagem à capital paulista no momento dos fatos.
Segundo o delegado, o secretário pressionou uma pessoa próxima ao casal para saber se a mulher estava acompanhada durante a viagem. No dia do crime, o detetive informou por volta das 19h que havia conseguido capturar imagens de Sarah com um homem em São Paulo. As imagens teriam sido enviadas às 22h50.
Entre esses horários, houve troca de ligações entre o casal. A última chamada de vídeo ocorreu por volta de 20h39. A última tentativa de ligação de Thales foi às 23h36. A mãe das crianças deixou de atender após a conversa das 20h39.
De acordo com Pedro Sala, nesse intervalo o secretário publicou uma carta de despedida nas redes sociais. “Nesse meio tempo, Thales realizou a postagem que todos conhecem no Instagram, uma foto com os meninos, uma foto de despedida, com um texto ali que leva a crer que ele retiraria sua vida e levaria consigo os meninos, exatamente às 23h39. Pois bem, então a Polícia Civil concluiu que entre 23h39 e meia-noite foi o horário do cometimento do crime”, concluiu.
Ainda conforme o delegado, no dia dos fatos Thales marcou um jantar com os pais em tom de despedida. Em depoimento, os pais relataram que ele apresentou um carinho a mais na ocasião.
O avô dos meninos e prefeito de Itumbiara, Dione Araújo, conseguiu chegar ao condomínio naquela noite e encontrou os netos feridos e Thales já morto.
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