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SME afirma que reunião com categoria dos professores ocorreu no dia 27 de julho e que aguarda comunicação formal sobre paralisação
A Secretaria Municipal de Educação de Natal (SME-Natal) informou que ainda não foi notificada oficialmente pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte-RN) sobre o indicativo de greveaprovado pelos professores da rede municipal. A categoria decidiu pela paralisação e cobra reajuste salarial de 4,6% para 2026, além de outras reivindicações relacionadas à carreira docente.
Em nota, a SME afirmou que recebeu representantes do sindicato na última segunda-feira 27 para uma reunião destinada à discussão da pauta apresentada pelos professores. Segundo a pasta, o encontro faz parte do processo de negociação mantido com a entidade representativa da categoria.
“O diálogo permanente e respeitoso com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte-RN), entidade representativa dos professores da Rede Municipal de Ensino”, informou a secretaria.
O indicativo de greve foi aprovado em assembleia pelos professores, que também reivindicam a recomposição de perdas salariais acumuladas e a isonomia entre profissionais antigos e os novos servidores aprovados no concurso público realizado pela Prefeitura em 2025.
Segundo o sindicato, Natal possui cerca de 4 mil professores efetivos e apresenta defasagem salarial em comparação com outros municípios do Rio Grande do Norte. A entidade afirma que docentes de outras cidades recebem, em média, entre R$ 6 mil e R$ 7 mil, enquanto os profissionais da capital teriam remuneração média próxima de R$ 4 mil.
A Secretaria Municipal de Educação afirmou que, desde o início das tratativas, a gestão tem conduzido as negociações “com responsabilidade, transparência e compromisso com a valorização dos profissionais da educação”, observando os limites legais, orçamentários e financeiros da administração pública.
Sobre a possibilidade de paralisação, a pasta informou que só irá se manifestar oficialmente após ser comunicada formalmente pelo Sinte-RN, seguindo os procedimentos institucionais previstos para esse tipo de situação.
“A Secretaria Municipal de Educação de Natal esclarece que somente se manifestará oficialmente após ser formalmente comunicada pelo Sinte-RN, seguindo os procedimentos institucionais previstos para esse tipo de situação”, afirmou a nota.
A categoria prevê novas mobilizações até o dia 6 de agosto, quando pretende realizar um ato em frente à Prefeitura de Natal. Segundo o sindicato, o movimento pode ser revisto caso haja abertura de uma nova rodada de negociações com o município. A SME reforçou que pretende manter o diálogo como caminho para construção de soluções e garantia da continuidade do atendimento aos estudantes da rede municipal.
Indicativo de greve
Os professores da rede municipal de ensino de Natal aprovaram indicativo de greve e cobram da Prefeitura um reajuste salarial de 4,6% para 2026. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte-RN), a categoria reivindica a recomposição das perdas acumuladas e afirma que os docentes da capital têm o menor salário médio entre as dez maiores cidades do Estado.
De acordo com o coordenador-geral do sindicato, Bruno Vital, os professores de outros municípios recebem, em média, entre R$ 6 mil e R$ 7 mil, enquanto na rede municipal de Natal a remuneração média seria de aproximadamente R$ 4 mil. A entidade afirma que a capital, apesar de ser a cidade com maior arrecadação do Estado, apresenta defasagem salarial na carreira docente.
“Esse é um dos motivos da categoria ter decidido entrar em greve. Nós temos professores que estão há mais tempo na rede, que têm uma perda salarial de 60%. Para este ano de 2026, nós reivindicamos 4,6% para começar a amortizar essas perdas salariais”, afirmou Bruno.
A categoria também aponta diferenças salariais entre professores antigos e novos servidores aprovados no concurso público realizado pela Prefeitura em 2025. O certame efetivou 1.010 professores, número que representa cerca de 25% dos profissionais ativos da rede municipal, segundo o sindicato.
A entidade afirma que parte dos novos professores ingressou recebendo valores inferiores a R$ 4 mil, correspondentes ao nível médio, apesar de terem sido aprovados em concurso com formação superior. Para o sindicato, a falta de isonomia salarial é uma das reivindicações do movimento.
“Os que estão chegando, além de não terem dia para planejamento na escola, têm também um salário muito rebaixado, porque recebem como se fossem professores de nível médio, quando na verdade já entraram no concurso com nível superior”, declarou o representante da categoria.
O Sinte-RN também afirma que o concurso registrou um número elevado de exonerações, pois professores aprovados acabam deixando a rede municipal pouco tempo após a posse. Segundo o sindicato, as condições salariais e de trabalho contribuem para a saída dos profissionais.
A última greve dos professores da rede municipal de Natal ocorreu em 2022. Na ocasião, os docentes que aderiram ao movimento tiveram 12 dias de corte no ponto de frequência, com desconto correspondente nos salários. Atualmente, a rede municipal possui cerca de 4 mil professores efetivos.
A paralisação foi aprovada em assembleia, mas, segundo o sindicato, pode ser suspensa caso a Secretaria Municipal de Educação abra uma nova rodada de negociações. Até o dia 6, os professores devem realizar reuniões com a comunidade escolar para apresentar os motivos do movimento. A categoria também marcou um ato em frente à Prefeitura de Natal na data prevista para o início da mobilização.
O coordenador-geral do Sinte-RN afirmou que espera adesão dos professores e disse que a greve anterior teve participação expressiva dos servidores efetivos. “Os professores estarão conversando com os pais, conversando com os responsáveis sobre os motivos da greve, e nós temos um ato já marcado para o dia 6, que é o dia do início, em frente à prefeitura, onde a gente também vai fazer a tentativa de dialogar com o prefeito de Natal”, afirmou.
Por O correio de hoje
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