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Empresário afirmou que aceitaria compor chapa com Álvaro Dias e Styvenson Valentim, mas PL já tem compromisso com Coronel Hélio
O empresário Flávio Rocha, controlador do Grupo Guararapes, afirmou nesta quarta-feira 11 que “toparia” ser candidato ao Senado nas eleições de outubro, mas que não vê espaço para entrar na chapa que vem sendo construída pelo bolsonarismo no Rio Grande do Norte.
Em entrevista ao blog do jornalista Heitor Gregório, o empresário afirmou que aceitaria disputar o Senado na chapa encabeçada pelo pré-candidato ao Governo do Estado Álvaro Dias (Republicanos) e que tem ainda o senador Styvenson Valentim (PSDB) como candidato à reeleição. Ele ressaltou, porém, que a composição já está definida — o 2º nome ao Senado deverá ser Coronel Hélio (PL).
“Eu toparia ser candidato ao Senado ao lado de Álvaro e Styvenson, mas a chapa já está fechada”, declarou.
O evento de apresentação da chapa da direita está marcado para o dia 21 de março, no Boulevard Recepções, em Nova Parnamirim, e contará com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. Anotações de Flávio encontradas pela imprensa na sede do PL apontam que o senador já se refere à chapa Álvaro/Styvenson/Hélio como “palanque nosso”.
Ainda na entrevista a Heitor Gregório, Flávio Rocha disse ter respeito pelo ex-senador José Agripino Maia, líder do União Brasil no Rio Grande do Norte. A legenda apoia as pré-candidaturas de Allyson Bezerra (União) ao Governo do Estado e da senadora Zenaide Maia (PSD) à reeleição. A chapa ainda teria espaço para um 2º nome ao Senado, mas Flávio Rocha afirma que sua ideologia de direita é um limite para uma composição.
A chapa encabeçada por Allyson Bezerra é tida como de centro e tem partidos que apoiam a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como o MDB do vice-governador Walter Alves.
O empresário também externou gratidão a Álvaro Dias por ter feito uma homenagem, quando era prefeito de Natal, ao pai de Flávio, dando o nome do patriarca Nevaldo Rocha à antiga Avenida Bernardo Vieira. Flávio ainda destacou sua admiração pelo senador Styvenson Valentim.
Nos bastidores da política, a informação é de que o convite para que Flávio Rocha disputasse o Senado teria partido do próprio Álvaro Dias. No entanto, durante uma reunião do grupo político, o senador Rogério Marinho teria reafirmado seu compromisso com Coronel Hélio, o que acabou inviabilizando a entrada de Flávio Rocha na chapa.
Em 1986, foi eleito deputado federal pelo Rio Grande do Norte, sendo reeleito em 1990. Em 1994, tentou ser candidato à Presidência da República pelo PL, desistindo por conta do apoio de seu partido à candidatura de Fernando Henrique Cardoso, que acabou eleito. Em janeiro de 2018, Rocha lançou o manifesto “Brasil 200” defendendo uma agenda liberal no campo econômico e valores conservadores nos costumes. Naquele ano, ele também tentou disputar a Presidência da República novamente, mas desistiu da disputa.
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