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O acesso à Avenida João Medeiros Filho, a partir da Ponte de Igapó, terá desvio pelas ruas Campo Santo e São Domingos do Amarante
A rotina de quem trafega pela Zona Norte de Natal sofreu mudanças significativas desde a segunda-feira (11). A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) iniciou uma nova etapa das obras de esgotamento sanitário na Avenida João Medeiros Filho, uma das principais vias da região. É a segunda interdição na via em menos de um mês. Dessa vez, o trecho na entrada da avenida, sentido Igapó-Redinha, próximo ao viaduto, passará por interdição total em função da instalação de 70 metros de rede coletora, com previsão de conclusão em 30 dias. A reportagem da Tribuna do Norte acompanhou o início da movimentação na tarde da segunda-feira (11) e ouviu moradores e trabalhadores que relataram como a interdição deve alterar a rotina.
Para os motoristas, a principal preocupação é o aumento do fluxo e as manobras irregulares, como a contramão, realizadas por alguns condutores. “De repente, tudo ficou um caos. Poderia ter sido feito de um jeito que não prejudicasse tanto a população. Aqui é uma área de gargalo do trânsito e qualquer intervenção atrapalha todo mundo”, avalia o condutor e videomaker Rodrigo Morais, de 31 anos.
O acesso à Avenida João Medeiros Filho, a partir da Ponte de Igapó, terá desvio pelas ruas Campo Santo e São Domingos do Amarante, chegando à avenida em um ponto situado após o local da obra, permitindo seguir no sentido Redinha. Outro desvio será destinado aos condutores que vêm do aeroporto e que, normalmente, acessam a João Medeiros Filho pelo viaduto. Esse acesso estará fechado, sendo necessário utilizar como alternativa a Rua Presidente Médici, na altura da rotatória do Gancho de Igapó, próximo a um supermercado da região.
Entre os comerciantes, o sentimento é de incerteza. O gerente de uma farmácia na localidade, Lucio Junior, de 34 anos, destacou que os lojistas não foram avisados previamente. Ao chegar ao local pela manhã, ele buscou orientações com a STTU e com a Caern.
“O que nos surpreendeu é que uma obra deste porte não foi comunicada aos principais comércios, como os de saúde e alimentação. Não houve um comunicado oficial; soubemos pelas redes sociais.”
O deslocamento da parada de ônibus também prejudica o varejo devido ao fluxo diário de estudantes e trabalhadores. Como alternativa, o comércio busca o mercado digital. “Já estamos tomando algumas atitudes para não sermos prejudicados nas vendas. Estamos fazendo ativações e falando com clientes através das plataformas online”, disse.
A atendente de telemarketing Maria Clara, de 22 anos, moradora do bairro Nossa Senhora da Apresentação, destaca que foi pega de surpresa com a nova localização da parada na Rua Campo Santo, nas proximidades do cemitério municipal. “A mudança deixou todo mundo meio perdido. A gente vem descendo e acompanha o pessoal. Acredito que esses dias serão bem movimentados enquanto o pessoal se adapta, mas acho que em breve o caos vai diminuir”, enfatiza.
Esta etapa da obra da Caern faz parte dos investimentos do Governo do Estado para a implantação do sistema de esgotamento sanitário da Zona Norte, que passará a contar com cobertura total do serviço. À Tribuna do Norte, a Caern informou que “a obra desse trecho faz parte do sistema de esgotamento de toda a Zona Norte. É a implantação de rede que vai funcionar ligada à ETE Jaguaribe”. A Companhia contará com o apoio da STTU, que orientará sobre os desvios no tráfego.
A Companhia conta com o apoio da STTU, que orientará sobre o desvio necessário do tráfego de veículos. A Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU), por meio da assessoria, reforçou que a recomendação é que, sempre que possível, “os condutores evitem o trecho interditado, utilizando rotas alternativas, como a Ponte Newton Navarro.”
No mês passado, o trânsito na João Medeiros, na altura do viaduto de Igapó, ficou parcialmente interditado no sentido Centro devido a uma obra emergencial de drenagem, necessária após uma cratera se abrir com as fortes chuvas. Nesse caso, os trabalhos foram concluídos e o trecho liberado no dia 27 de abril, cerca de duas semanas após a interdição.
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