Movimento questiona número de contratações e pede a liberação de cerca de 98 mil unidades habitacionais aptas para contratação

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Manifestantes ligados ao Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) realizaram um protesto na manhã desta terça-feira 9 nas proximidades do Via Direta, na Zona Sul de Natal, provocando interdição parcial da via e lentidão no trânsito da região.

Durante a manifestação, os participantes ocuparam uma das pistas e queimaram pneus, enquanto equipes da Polícia Militar acompanharam a ocorrência.

Segundo o movimento, o ato faz parte de uma mobilização nacional realizada simultaneamente em diversas cidades do país. Integrantes do MLB também participam de um acampamento em Brasília ao lado de outros movimentos populares de moradia para cobrar do governo federal a ampliação das contratações de unidades habitacionais da modalidade Minha Casa, Minha Vida Entidades.

Os manifestantes questionam o número de moradias que devem ser contratadas na atual etapa do programa. De acordo com o movimento, existem projetos já aprovados, famílias organizadas e cerca de 98 mil unidades habitacionais aptas para contratação em todo o país.

O MLB afirma que apenas cerca de 30% dessas unidades deverão ser contratadas, percentual considerado insuficiente diante da demanda habitacional existente.

Em nota divulgada durante a mobilização, o movimento argumenta que o Minha Casa, Minha Vida Entidades permite a participação direta das famílias organizadas na construção das comunidades e na execução dos projetos habitacionais.

“Hoje (9/06) no Brasil todo o MLB está fazendo atos, acampados em Brasília com outros movimentos nacionais por moradia pra reivindicar ser atendidos pelo presidente Lula, com a pauta do Minha Casa Minha Vida – Entidades. Existem projetos prontos, famílias organizadas e quase 98 mil moradias aptas para contratação, por que apenas cerca de 30% serão contratadas?”, questiona o movimento.

Os organizadores também afirmam que os movimentos populares já concluíram etapas como organização das famílias, elaboração dos projetos e atendimento das exigências previstas para participação no programa habitacional.

“O que falta agora não é capacidade, nem demanda. Falta prioridade política”, afirma o MLB.

Entre as reivindicações apresentadas está a contratação das aproximadamente 98 mil unidades já enquadradas e consideradas aptas para contratação.

“Defendemos a contratação das 98 mil unidades já enquadradas e aptas para contratação. Moradia digna não pode esperar mais uma promessa, mais uma seleção ou mais um ano”, acrescenta o movimento.

Até a última atualização desta reportagem, o trânsito permanecia lento no trecho afetado pela manifestação, enquanto agentes de segurança acompanhavam a situação no local.

Jornalista | Palestrante | Assessora de Comunicação | Consultora em Gestão de Crise de Comunicação | Apresentadora de rádio e televisão.

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