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Nota do PDT confirma convite ao ex-deputado e indica que definição da candidatura ao Senado será interna
A filiação do ex-deputado federal Rafael Motta ao PDT, confirmada para esta quinta-feira 2, abre uma disputa interna no partido sobre quem será o candidato ao Senado Federal na chapa alinhada ao PT nas eleições de 2026. O PDT afirmou, em nota oficial nesta manhã, que a definição sobre a titularidade da candidatura ficará a cargo de deliberação interna, o que coloca Rafael em concorrência direta com o ex-senador Jean Paul Prates.
O movimento ocorre dentro da construção da frente de esquerda no Rio Grande do Norte, liderada pelo PT, que já tem como pré-candidato ao Governo o ex-secretário estadual da Fazenda Cadu Xavier e como pré-candidata ao Senado a vereadora de Natal Samanda Alves. Nesse cenário, resta a definição do segundo nome para a disputa ao Senado — vaga que deverá ser ocupada por um quadro do PDT. Antes da chegada de Rafael Motta ao partido, o nome que largava na frente era o de Jean Paul
Em nota, o PDT do RN afirmou que o convite a Rafael Motta foi formulado em diálogo conduzido por Jean Paul Prates e pela presidente estadual da legenda, Márcia Maia. O texto insere a articulação em um esforço de fortalecimento partidário e de preparação para 2026.
“O Partido Democrático Trabalhista no Rio Grande do Norte informa que, em diálogo conduzido pelo ex-senador Jean Paul Prates e pela presidente estadual do PDT, Márcia Maia, foi formulado convite ao ex-deputado federal Rafael Motta para filiação à legenda”, diz o comunicado.
Na quarta-feira 1º, a assessoria de Rafael havia informado que o ex-deputado foi convidado a entrar no PDT pelo presidente nacional da sigla, Carlos Lupi.
A legenda acrescenta que a eventual filiação integra uma estratégia de ampliação da presença política no Estado e de construção de uma alternativa competitiva para as eleições. “A iniciativa insere-se no esforço do partido de ampliar sua presença política no Estado, reunir quadros qualificados e construir, com responsabilidade, uma alternativa competitiva para as eleições de 2026.”
O PDT também deixa claro que a definição sobre quem encabeçará a candidatura ao Senado ainda não está fechada. “A legenda também esclarece que, havendo a filiação e a consolidação desse entendimento político, a definição sobre a composição final da chapa majoritária do partido, inclusive quanto à titularidade da candidatura ao Senado Federal e à primeira suplência, será objeto de discussão interna, em ambiente partidário próprio, com serenidade, responsabilidade e observância de critérios políticos e eleitorais.”
Nos bastidores, a disputa tende a opor dois perfis distintos dentro do campo progressista. De um lado, Jean Paul Prates, ex-senador e ex-presidente da Petrobras, é considerado figura mais experiente pela trajetória mais longa na política — ele tem 57 anos. De outro, Rafael Motta, de 39 anos, que busca retomar protagonismo político após deixar a Câmara dos Deputados e que pode representar uma aposta em renovação.
O CORREIO DE HOJE apurou que a pré-candidatura de Rafael Motta conta com a preferência do grupo político da governadora Fátima Bezerra (PT). A avaliação é que a composição de uma chapa com nomes mais jovens poderia reforçar a mensagem de renovação no campo da esquerda no Estado.
Hoje, o desenho em construção reúne Cadu Xavier, de 46 anos, como pré-candidato ao governo, e Samanda Alves, de 45 anos, como um dos nomes ao Senado. A eventual inclusão de Rafael, com 39 anos, reforçaria essa linha. Internamente, a comparação é frequentemente feita com a própria governadora Fátima Bezerra, um dos quadros históricos do PT no Estado, que tem 70 anos.
Apesar da sinalização de preferência, aliados reconhecem que a definição dependerá da capacidade de composição interna no PDT e do equilíbrio político na formação da chapa. A nota da legenda enfatiza a busca por unidade e diálogo.
“O PDT entende que o atual momento exige maturidade, convergência e capacidade de composição. Nesse sentido, a eventual chegada de Rafael Motta será recebida como contribuição relevante para o fortalecimento do projeto partidário e para a ampliação do diálogo com diferentes setores da sociedade potiguar.”
Ao final, o partido reforça que o objetivo é construir uma candidatura competitiva e alinhada ao projeto nacional da legenda, preservando a coesão interna. “O objetivo do PDT é somar forças, preservar a unidade interna e construir a melhor alternativa possível para representar o Rio Grande do Norte no Senado da República.”
Fonte: O correio de hoje
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