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Segundo ele, a mudança de postura ocorreu após o que chamou de “implacável ataque” conduzido por Washington e Tel Aviv
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado 7 que o Irã teria pedido desculpas a países vizinhos do Oriente Médio e se comprometido a interromper ataques na região após ofensivas militares realizadas por Estados Unidos e Israel.
A declaração foi publicada por Trump na rede social Truth Social. Na mensagem, o presidente norte-americano disse que Teerã deixou de ser o “valentão” e passou a ser o “perdedor do Oriente Médio”.
Segundo Trump, a mudança de postura ocorreu após o que chamou de “implacável ataque” conduzido por Washington e Tel Aviv.
O presidente dos Estados Unidos também afirmou que o Irã pode ser alvo de novos ataques. De acordo com ele, áreas e grupos que anteriormente não eram considerados alvos poderão passar a ser avaliados para “destruição completa e morte certa”, em resposta ao que classificou como “mau comportamento” do governo iraniano.
As declarações ocorreram poucas horas após pronunciamento do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, que negou qualquer possibilidade de rendição.
Em discurso transmitido pela televisão estatal iraniana, Pezeshkian declarou que o país “jamais se renderá”.
“Eles levarão seus sonhos de nossa rendição incondicional para o túmulo”, afirmou.
O presidente iraniano também pediu desculpas às nações árabes do Golfo atingidas por ataques recentes e disse que o Irã pretende interromper ações militares contra países vizinhos.
Segundo ele, as forças armadas foram orientadas a não realizar novos ataques contra essas nações, exceto se ofensivas contra o território iraniano partirem desses locais.
“Não temos a intenção de atacar países vizinhos. Eles são nossos irmãos”, declarou.
Conflito recente
Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma série de ataques contra o Irã em meio a tensões envolvendo o programa nuclear iraniano.
Em resposta, o governo iraniano iniciou ataques contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana informou que o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, morreu durante ataques conduzidos pelos Estados Unidos e Israel.
Após o anúncio, o governo iraniano afirmou que poderia realizar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente Masoud Pezeshkian declarou que o país considera a resposta militar contra Israel e Estados Unidos um “direito e dever legítimo”.
Em reação à possibilidade de retaliação, Donald Trump fez nova advertência ao governo iraniano. “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”.
Os confrontos entre as partes continuam neste domingo.
Na véspera, Trump havia declarado que as operações militares contra o Irã seguirão “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.
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