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Bloqueio da rota estratégica eleva tensão global e ocorre após ofensiva israelense que deixou mortos no Líbano
O Irã anunciou nesta quarta-feira 8 o fechamento do Estreito de Ormuz, após ataques realizados por Israel no Líbano. A medida intensifica a crise na região e impacta diretamente o transporte internacional de petróleo.
De acordo com agências iranianas, o governo avalia abandonar o cessar-fogo firmado recentemente, que previa a suspensão das hostilidades por duas semanas em diferentes frentes, incluindo o território libanês.
Antes do bloqueio total, ao menos dois petroleiros conseguiram atravessar a rota desde o início da trégua. Com o fechamento, a circulação de navios foi interrompida, o que pode afetar o mercado global de energia.
A escalada ocorre após Israel realizar o que classificou como a maior ofensiva no Líbano desde o início do conflito. Segundo autoridades locais, os ataques desta quarta-feira deixaram ao menos 89 mortos e cerca de 700 feridos, incluindo profissionais de saúde.
Os bombardeios atingiram diferentes áreas da capital Beirute, com registros de prédios danificados e intensa movimentação de equipes de resgate. Dados do Ministério da Saúde libanês indicam que o número de mortos no país já ultrapassa 1.500 desde o início da guerra, com cerca de 4.800 feridos.
O Exército israelense informou que mais de 100 alvos ligados ao grupo Hezbollah foram atingidos em regiões como o Vale do Bekaa e o sul do país. A operação foi descrita como a maior já realizada no território até agora.
Em resposta, autoridades iranianas afirmaram que já avaliam possíveis alvos para retaliação e alertaram que, caso os Estados Unidos não consigam conter Israel, o Irã poderá agir “com força”.
O aumento das tensões amplia os riscos de instabilidade no Oriente Médio e levanta preocupações sobre os impactos na segurança energética global.
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