Categoria pressiona por controle de preços e medidas emergenciais

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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, recebe nesta quarta-feira 25, representantes dos caminhoneiros no Palácio do Planalto, em Brasília. A reunião ocorre em meio à escalada no preço do diesel e à ameaça de paralisação da categoria.

Na semana passada, os caminhoneiros decidiram adiar a greve após articulações com o governo federal. O encontro desta quarta tem como objetivo avançar nas negociações e tentar evitar uma nova mobilização nacional.

Entre as principais reivindicações da categoria estão medidas para conter o aumento dos combustíveis, incluindo maior fiscalização sobre o preço do diesel. Os caminhoneiros pedem atuação de órgãos como a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o Ministério da Justiça.

Outro ponto defendido é a isenção de pedágio para caminhões vazios em momentos de crise — medida que poderia ser identificada pela suspensão dos eixos dos veículos. Também está na pauta a criação de um teto emergencial para o diesel e a reestatização da Petrobras.

A categoria ainda critica ações já adotadas pelo governo, como a desoneração de PIS/Cofins sobre o diesel. Apesar da medida reduzir o preço em cerca de R$ 0,32 por litro, os caminhoneiros consideram o impacto insuficiente diante das recentes altas.

Na sexta-feira 20, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a criação de um estoque regulador de petróleo e a recompra da Refinaria Landulpho Alves, na Bahia, como alternativas para estabilizar os preços.

A pressão sobre os combustíveis ocorre em meio à instabilidade internacional provocada pela guerra no Oriente Médio, que tem elevado o preço do petróleo no mercado global. Mesmo com medidas do governo, dados da ANP indicam que o diesel registrou alta de 11,8% na segunda semana de março, enquanto a gasolina subiu 2,5%.

Diante desse cenário, a Polícia Federal abriu um inquérito para investigar possíveis abusos nos preços dos combustíveis. Paralelamente, a ANP e a Secretaria Nacional de Segurança Pública intensificaram fiscalizações em diversos estados.

Jornalista | Palestrante | Assessora de Comunicação | Consultora em Gestão de Crise de Comunicação | Apresentadora de rádio e televisão.

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