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Dado representa 4,97% do total de declarações entregues na temporada
Mais de 44,4 milhões de brasileiros entregaram a declaração do Imposto de Renda dentro do prazo em 2026, mas 2,2 milhões tiveram as declarações retidas na malha fina. O dado foi divulgado pela Receita Federal na última sexta-feira (29) e representa 4,97% do total de declarações entregues na temporada. A informação é da CNN Brasil.
O percentual é levemente superior ao registrado em 2025, quando 4,68% das declarações caíram na malha fina, mas a base de contribuintes cresceu cerca de 1,4 milhão de pessoas. A Receita Federal ressalta que o aumento no número absoluto de retidos está relacionado ao crescimento no total de declarações, que passou de 43 milhões para 44,4 milhões.
O supervisor do IR da Receita Federal, José Carlos Fonseca, atribui parte das retenções ao fim da Dirf e a erros no preenchimento do eSocial e do Reinf pelas empresas. Segundo ele, a porcentagem de declarações retidas é praticamente a mesma registrada no ano anterior.
Ao longo da temporada, o índice de retenção caiu de forma contínua: 10,78% em março, 6,61% em abril e 4,97% ao final de maio. Fonseca afirma que a tendência de queda deve continuar à medida que as empresas corrijam as informações enviadas à Receita.
Contribuintes que ainda estão retidos e verificaram que seus dados estão corretos não precisam tomar nenhuma ação imediata. A orientação da Receita é aguardar a correção das informações pelas empresas, que deve resolver a maior parte dos casos automaticamente.
A malha fina funciona como um sistema de cruzamento de dados entre a declaração do contribuinte e as informações fornecidas por empresas, bancos, planos de saúde e outras entidades. Quando há divergência entre os dados, a declaração é separada para análise mais detalhada pelo Fisco. Também cai na malha fina o contribuinte obrigado a declarar que não entrega os comprovantes à Receita dentro do prazo estabelecido.
A Receita não detalhou o prazo para resolução dos casos pendentes gerados pelo fim da Dirf. Fonseca afirmou que apenas um grupo específico de empresas informou dados de forma equivocada após o fim da Dirf.
Para 2027, a expectativa da Receita é que os problemas gerados pela transição não se repitam, uma vez que as empresas já terão aprendido a corrigir as informações.
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