Ações neste domingo homenageiam mortos no desastre de 2019, que deixou 270 vítimas, e marcam novo ciclo do processo judicial

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Foto: Cláudia Mourão / TV Globo

Sete anos após o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o município realiza, neste domingo 25, uma série de atos em memória das vítimas da tragédia ocorrida em 25 de janeiro de 2019, que deixou 270 mortos, entre eles duas mulheres grávidas. As atividades também reforçam a cobrança por justiça.

Memorial Brumadinho, que completa um ano de funcionamento, promove ao longo do dia um concerto musical e uma visita guiada. Além das homenagens, familiares e sobreviventes participam de um ato simbólico no letreiro da cidade, onde fotos das vítimas formam o nome do município. O processo criminal relacionado ao desastre deve entrar em nova fase em fevereiro, com o início da oitiva de testemunhas, e tem previsão de seguir até maio de 2027.

Após sete anos de buscas, o Corpo de Bombeiros concluiu a vistoria de 100% do rejeito da área atingida. A operação agora segue para a fase administrativa, sob análise da Polícia Civil. Duas vítimas ainda não foram localizadas: o engenheiro mecânico Tiago Tadeu Mendes da Silva e a estagiária Nathália de Oliveira Porto Araújo.

Também neste domingo ocorre a sétima edição da Romaria pela Ecologia Integral a Brumadinho, com atividades previstas até as 14h.

Familiares e sobreviventes destacam que manter viva a memória da tragédia é essencial para evitar a repetição de desastres semelhantes. O ato principal teve início às 11h e reuniu participantes em protesto contra a demora na responsabilização judicial.

No período da tarde, o Memorial Brumadinho recebe um concerto da Orquestra Opus, em parceria com Fernanda Takai, com repertório nacional e internacional. Mais cedo, uma visita mediada gratuita apresentou ao público os espaços do memorial, incluindo o bosque com 272 ipês amarelos, o espaço meditativo, salas de exposição e o mirante com vista para a área da antiga Mina Córrego do Feijão.

O rompimento da barragem despejou cerca de 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos sobre instalações da mineradora, comunidades da região e o Rio Paraopeba. Em 2023, o Ministério Público Federal denunciou 16 pessoas, além da Vale e da empresa Tüv Süd. A Justiça Federal aceitou a denúncia, tornando os acusados réus. Em 2024, uma decisão do TRF6 suspendeu a ação penal contra o ex-presidente da Vale Fábio Schvartsman, decisão que ainda é analisada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Em nota, a Tüv Süd afirmou que não tem responsabilidade legal pelo rompimento da barragem. Já a Vale informou que não comenta processos judiciais em andamento.

*Com informações do G1

 

 

Jornalista | Palestrante | Assessora de Comunicação | Consultora em Gestão de Crise de Comunicação | Apresentadora de rádio e televisão.

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