Nota da ex-primeira-dama busca esclarecer episódio após fala de Eduardo Bolsonaro nos EUA

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro divulgou nesta segunda-feira uma nota em que nega que qualquer vídeo gravado pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro tenha sido enviado ou exibido ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A manifestação ocorre após repercussão de uma fala do parlamentar no fim de semana.

O posicionamento tenta afastar suspeitas de eventual descumprimento das condições impostas na decisão que autorizou a prisão domiciliar do ex-presidente. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, estabeleceu prazo de 24 horas para que a defesa se manifeste sobre o episódio.

No comunicado, Michelle afirma que “nenhum arquivo foi encaminhado pelo deputado Eduardo” e acrescenta que, “ainda que algo tivesse sido recebido, de forma alguma o material seria mostrado ao ex-presidente”, em razão da proibição de acesso a aparelhos celulares. A nota também sustenta que “todas as determinações estão e continuarão sendo cumpridas em sua integralidade”.

A reação ocorre após declaração de Eduardo durante a CPAC, nos Estados Unidos, no sábado. Ao discursar antes do senador Flávio Bolsonaro, ele afirmou que gravava um vídeo para mostrar ao pai e sustentar que o ex-presidente não poderia ser contido por uma prisão que classificou como injusta.

“Vocês sabem por que estou fazendo esse vídeo? Porque estou mostrando para o meu pai e vou provar para todos no Brasil que você não pode barrar prendendo injustamente o líder desse movimento, Jair Messias Bolsonaro”, disse.

A fala gerou apreensão entre aliados, diante das restrições impostas pela decisão de Moraes. A autorização para a prisão domiciliar, concedida após alta hospitalar para tratamento de broncopneumonia, proíbe o uso de celular, telefone ou qualquer meio de comunicação com o exterior, direta ou indireta, inclusive por intermédio de terceiros. Visitantes autorizados também devem entregar aparelhos eletrônicos antes de entrar na residência.

A decisão do ministro do STF também definiu regras de visitação. Filhos que não residem com o ex-presidente podem visitá-lo às quartas-feiras e aos sábados, em horários determinados. No fim de semana, Moraes negou pedido da defesa para ampliar esse acesso e alertou que eventual descumprimento pode resultar na revogação da prisão domiciliar, com retorno ao regime fechado ou a internação em unidade hospitalar.

 

Jornalista | Palestrante | Assessora de Comunicação | Consultora em Gestão de Crise de Comunicação | Apresentadora de rádio e televisão.

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