Jornalista | Palestrante | Assessora de Comunicação | Consultora em Gestão de Crise de Comunicação | Apresentadora de rádio e televisão.
RN terá mais de 1 milhão de metros quadrados incluídos no 6º Ciclo de Oferta Permanente de Concessão
A descoberta de indícios de petróleo pela Petrobras no poço de Morpho, em águas ultraprofundas do Amapá, renovou as expectativas do setor petrolífero do Rio Grande do Norte. Embora a confirmação do potencial comercial ainda dependa de análises, o resultado reforça a possibilidade de expansão da exploração na Margem Equatorial e volta a colocar a Bacia Potiguar no centro das projeções de investimento.
O Rio Grande do Norte terá participação relevante no 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, previsto para outubro. As áreas terrestres da Bacia Potiguar incluídas no leilão somam 1.023,442 quilômetros quadrados, distribuídos por municípios do Oeste, do Vale do Açu e do litoral Norte. É a maior extensão entre as bacias sedimentares nordestinas contempladas nesta rodada.
O Estado produziu, em junho de 2026, aproximadamente 26,64 mil barris de petróleo e 1,03 milhão de metros cúbicos de gás natural por dia. O volume corresponde a 33,11 mil barris de óleo equivalente diários, extraídos de 65 campos, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec-RN).
Para o presidente do Sindicato dos Petroleiros e Petroleiras do RN, Marcos Brasil, novos projetos poderiam elevar a produção potiguar para mais de 100 mil barris diários. Nessa hipótese, os royalties repassados ao Estado e aos municípios poderiam triplicar, enquanto o número de empregos do setor passaria dos atuais 6 mil para mais de 10 mil.
“Precisa haver articulação política para fazer com que as grandes empresas tragam investimentos ao RN, para que se concretize aquilo que a gente espera dessa expansão: que possa atrair em torno de R$ 1 bilhão a R$ 2 bilhões por ano em uma década”, afirma.
O presidente da Redepetro, Criste Jones, avalia que o RN parte de uma posição favorável por já possuir mão de obra especializada, empresas fornecedoras e infraestrutura construída ao longo de décadas. Mossoró concentra prestadores de serviços, enquanto o Porto-Ilha de Areia Branca e o aeroporto mossoroense podem apoiar embarques e operações.
A retomada, contudo, depende de segurança jurídica, previsibilidade regulatória e maior agilidade nos processos ambientais. Também será necessário qualificar trabalhadores e fornecedores em certificações, segurança operacional, produtividade e transformação digital.
O plano de negócios da Petrobras prevê US$ 2,5 bilhões para a Margem Equatorial entre 2026 e 2030, com a perfuração de 15 poços. A estatal estima que, se o potencial da região for comprovado, as reservas poderão sustentar pelo menos mais 40 anos de produção. A empresa não respondeu sobre investimentos específicos previstos para o Rio Grande do Norte.
Faça Login ou Cadastre-se no site para comentar essa publicação.
0 Comentários