Enquanto aguarda o posicionamento norte-americano, o governo federal afirma que segue negociando para evitar a adoção da medida

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O prazo para que o Escritório da Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR) anuncie uma decisão sobre a proposta de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros importados pelo país termina nesta quarta-feira (15). Enquanto aguarda o posicionamento norte-americano, o governo federal afirma que segue negociando para evitar a adoção da medida e não descarta recorrer à Lei de Reciprocidade caso a taxação seja efetivada.

Em nota divulgada nesta quarta, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que realizou a quinta reunião de alto nível com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. Segundo a pasta, o governo brasileiro voltou a contestar os fundamentos utilizados pela administração norte-americana para justificar a medida.

"Como já demonstrado pelo governo brasileiro, nenhuma das razões apontadas na Seção 301 justifica a aplicação das tarifas recomendadas", destacou o ministério.

Também nesta quarta-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Executivo considera provável a retomada do processo previsto na Lei de Reciprocidade Econômica caso os Estados Unidos confirmem a nova taxação sobre as exportações brasileiras.

A proposta foi apresentada pelo USTR no início de junho com base na chamada Seção 301 da legislação comercial norte-americana, mecanismo utilizado para investigar práticas consideradas desleais no comércio internacional. A medida, entretanto, prevê exceções para mercadorias enquadradas nas tarifas relacionadas à segurança nacional.

Entre os produtos que permaneceriam fora da nova cobrança estão alguns dos principais itens exportados pelo Brasil ao mercado norte-americano, como carnes, café, petróleo, peças de aeronaves, minerais metálicos, frutas e especiarias.

Nos bastidores, o Palácio do Planalto trabalha com diferentes cenários para a decisão dos Estados Unidos. A hipótese considerada mais provável é a confirmação da tarifa de 25%, situação em que o governo pretende manter o diálogo diplomático, ampliar a busca por novos mercados consumidores e elaborar medidas de apoio aos segmentos econômicos que possam ser afetados.

Com informações da CNN BRASIL

Jornalista | Palestrante | Assessora de Comunicação | Consultora em Gestão de Crise de Comunicação | Apresentadora de rádio e televisão.

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