Doença não é eliminada por cozimento e pode causar sintomas gastrointestinais, neurológicos e cardíacos

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O aumento do consumo de pescado durante a Semana Santa acende um alerta para os riscos da ciguatera, uma intoxicação alimentar causada pela ingestão de peixes contaminados por toxinas presentes em algas marinhas de recifes de coral. A orientação é redobrar os cuidados na escolha e no consumo dos alimentos.

De acordo com a Vigilância Sanitária, a toxina responsável pela ciguatera não é eliminada por métodos comuns de preparo, como cozimento, congelamento ou salga. Por isso, a atenção deve começar na origem do pescado. A Secretaria Municipal de Saúde de Parnamirim também emitiu alerta sobre o tema e reforça a importância de adquirir produtos com procedência conhecida.

Entre os peixes mais associados à intoxicação estão barracuda (bicuda), arabaiana, dourado, pescada branca e galo do alto. A recomendação é evitar o consumo dessas espécies, principalmente quando não há garantia sobre a origem.

Os sintomas da ciguatera podem surgir entre 3 e 5 horas após a ingestão do alimento contaminado. As manifestações incluem náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Também podem ocorrer sinais neurológicos, como dor de cabeça, visão turva, gosto metálico na boca, formigamento, câimbras, fraqueza muscular e alteração na percepção de temperatura.

Em casos mais graves, podem surgir complicações cardiovasculares, como bradicardia, bloqueio cardíaco ou hipotensão. Diante de qualquer suspeita, a orientação é buscar atendimento médico imediato. Os serviços de saúde devem comunicar os casos ao Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs-RN) ou ao Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox-RN).

Apesar do alerta, o consumo de peixe continua sendo seguro quando são seguidas as orientações sanitárias, especialmente em relação à procedência e às condições de armazenamento.

Como evitar intoxicação por pescado

  • Prefira comprar peixe em estabelecimentos regularizados
  • Evite espécies associadas à ciguatera, como barracuda e arabaiana
  • Não consuma pescado de origem desconhecida
  • Observe condições de armazenamento e higiene
  • Em caso de sintomas, procure atendimento médico imediato
  • Profissionais de saúde devem notificar casos suspeitos aos órgãos competentes

Ciguatera

A ciguatera é uma intoxicação alimentar causada pela ingestão de peixes contaminados por toxinas produzidas por algas microscópicas conhecidas como dinoflagelados, comuns em recifes de corais. Essas toxinas se acumulam ao longo da cadeia alimentar.

O acúmulo ocorre principalmente em peixes carnívoros, que acabam transmitindo as substâncias tóxicas aos seres humanos após o consumo. As toxinas não têm cheiro nem sabor e não são eliminadas por processos como cozimento ou congelamento

Quais são os sintomas

Segundo a Vigilância em Saúde, os sintomas mais comuns incluem:

  • Neurológicos: dormência, formigamento, fraqueza, gosto metálico na boca, fadiga, coceira, suor, visão turva e inversão de temperatura
  • Cardiovasculares: bradicardia, bloqueio cardíaco e pressão baixa
  • Gastrointestinais: diarreia, vômitos e dor abdominal

A recomendação é não ignorar os sinais e procurar atendimento médico ao primeiro indício de intoxicação

 

Jornalista | Palestrante | Assessora de Comunicação | Consultora em Gestão de Crise de Comunicação | Apresentadora de rádio e televisão.

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