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Atendimentos de urgência e emergência continuam enquanto prefeitura faz transferência da gestão da Saúde para o Meio Ambiente
Parte dos serviços do Hospital Público Veterinário de Natal foi suspensa após uma decisão judicial que determinou a transferência da gestão das ações relacionadas à causa animal da Secretaria Municipal de Saúde para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. A situação ocorre desde a última sexta-feira 6 e, segundo a Prefeitura de Natal, deve ser regularizada até sexta-feira 13.
De acordo com o vereador Robson Carvalho em entrevista a TV Ponta Negra, a mudança ocorre após recomendação do Ministério Público Federal e do Ministério Público Estadual feita no final do ano passado. A decisão determina que equipamentos e serviços ligados à causa animal passem a ser administrados pela Secretaria de Meio Ambiente.
Segundo ele, a decisão judicial determinou a transferência administrativa do hospital e de outros serviços. “O que acontece é que, no final do ano passado, houve uma recomendação do Ministério Público Federal e, consequentemente, estadual, pra que todos os equipamentos e tudo que fosse relativo à causa animal passasse da Secretaria de Saúde e a Competência pra Secretaria de Meio Ambiente. E, no início desse ano, houve uma sentença, uma decisão e decisão é pra ser cumprida que essa recomendação seja realizada, seja feita.”
O vereador afirmou que as secretarias já iniciaram o processo de transferência. “Então, é um processo burocrático, que já houve uma reunião entre as duas secretarias pra que tudo que seja da causa animal, inclusive o Hospital Público Veterinário, passe da saúde para o meio ambiente.”
Robson Carvalho disse que o hospital segue aberto e que apenas parte dos serviços foi suspensa. “É importante dizer que, momento nenhum, houve a paralisação do Hospital Público Veterinário. Os atendimentos de urgência e emergência continuam e, até sexta-feira, a Secretaria de Meio Ambiente já poderá repassar o repasse pra empresa que faz o serviço que é a SPMV.”
Ele explicou que, com a decisão judicial, a Secretaria de Saúde não pode mais realizar o pagamento à empresa responsável pelos atendimentos. “Porque, com essa decisão, hoje, que está na saúde, não pode fazer o repasse pra empresa. Então, até sexta-feira vai estar equacionado e os atendimentos, todos os serviços estarão normalizados.”
No hospital, os atendimentos seguem restritos a casos considerados urgentes. Segundo o médico veterinário Clóvis, todos os animais passam por triagem ao chegar à unidade.
“Todos os animais que vêm na unidade, eles passam por um processo de triagem, tá? Então, normalmente, aqui, a gente entrega 20 fichas e esse pessoal fica na fila ao lado de fora.”
Ele explicou que a equipe avalia cada caso antes de definir o atendimento. “Mas todos eles que chegam até a unidade e passam pela triagem, por um veterinário, tá? E aí, a gente avalia esse paciente, se ele enquadra ou não como urgência.”
O veterinário informou quais situações são classificadas como urgência. “Normalmente, em globalizando, a gente considera urgência animais que têm risco iminente de óbito, tá? Animais que são atropelados, animais que estão com sangramento ativo, animais que estão apresentando convulsão.”
Clóvis citou como exemplo um caso atendido no hospital. “Como ele foi atropelado, às vezes, os tutores não acompanham o ato, pois o paciente fugiu, principalmente felinos. Eles têm acesso à rua, normalmente, e aí, quando eles voltam para a residência, eles já voltam sem apoiar os membros pélvicos, com sangramento ativo, fratura em pélvico, em coluna, em membros pélvicos.”
Segundo ele, nesses casos o hospital realiza exames e medicação. “Então, eles são atendidos e é feito todos os exames, raio-x, exames de sangue e passadas todas as medicações.”
Fonte: Agora RN
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