Em conversa com o blog, articulador político descarta Odon Jr para vaga, diz que não há pressa na definição e solta indireta: “Outros fecharam e tem gente doida para se livrar do vice”

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Em meio às articulações para a composição da chapa majoritária governista, a base aliada sinaliza que a estratégia do momento é de cautela para a escolha do nome para a vaga de vice, ignorando as críticas sobre uma suposta demora nessa definição. Enquanto adversários já selaram seus acordos, o grupo de Fátima Bezerra prefere manter a “chapa aberta” para evitar traumas políticos precoces. Foi o que contou ao Blog o chefe da Casa Civil e um dos articuladores políticos da governadora, Raimundo Alves.

O tom é de total paciência, mas o secretário já defende abertamente o que seria para ele o perfil ideal para ser vice de Cadu Xavier: um (a) ex-prefeito (a), buscando alguém com experiência executiva e capilaridade política pelo RN, que não seja do PT.

Raimundo Alves não gosta da ideia de uma chapa puro sangue. “É o meu ponto de vista pessoal”, apontou.

A sua avaliação é de que o vice de Cadu deveria vir de uma legenda aliada para garantir o equilíbrio da coalizão.

Ele descartou ao blog, inclusive, a possibilidade de Odon Jr, ex-gestor de Currais Novos, ser o indicado para a vaga, como estava sendo especulado. “Odon é (candidato a deputado) federal. E é do PT. O Ideal é que seja de outro partido”, disse.

“Mas não tem pressa nenhuma”, ressaltou.

Para Raimundo, ser a única chapa a não ter vice definido é uma vantagem tática e não sinal de enfraquecimento. Para a articulação governista, fechar a chapa tardiamente é uma escolha estratégica.

“Chapa quando fecha logo fica difícil abrir sem traumas”, pontuou, sugerindo que o grupo prefere observar o desgaste de adversários que, segundo ele, já enfrentam dificuldades com seus próprios vices escolhidos.

“Não temos pressa de fechar chapa. Os outros candidatos já fecharam e tem gente doida para se livrar do vice”, analisou o Chefe da Casa Civil.

Senado

Já com relação ao Senado, o sentido é o inverso para o governismo, segundo Raimundo Alves. Nesse caso, há certa pressa para a definição. Ele confirmou que uma reunião decisiva entre os presidentes dos partidos aliados está agendada para o dia 4 de maio. O objetivo do encontro é unificar a base e definir o segundo nome que disputará o Senado, encerrando as especulações que hoje dividem o grupo.

Embora exista uma forte inclinação para que a vaga pertença ao PDT, com os nomes de Rafael Motta e Jean Paul Prates, como já admitiu o próprio Cadu Xavier em entrevista à imprensa, esta semana, a palavra final será institucional, garantiu Raimundo ao blog.

“Essa será uma decisão a ser tomada pelos partidos”, ponderou.
 

Fonte: Novo Notícia / Daniela Freire 

Jornalista | Palestrante | Assessora de Comunicação | Consultora em Gestão de Crise de Comunicação | Apresentadora de rádio e televisão.

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