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A titular da Seinfra explicou que o percentual de perda, que chega a 6%, é considerado “dentro da média”
A secretária de Infraestrutura de Natal, Shirley Cavalcanti, comentou as informações atribuídas a um relatório da Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura (Funpec), que indica o estado atual da engorda da praia de Ponta Negra. De acordo com ela, 94% da faixa de areia segue preservada desde a entrega da obra. As declarações foram concedidas durante o programa Repórter 98, da 98 FM Natal, nesta quarta-feira (3).
A titular da Seinfra explicou que o percentual de perda, que chega a 6%, é considerado “dentro da média”, já que o projeto original indicava uma perda de sedimentos ao longo dos anos. Com isso, haverá a necessidade de reposição a longo prazo.
“Os próprios estudos lá de trás, do início, antes de se fazer a engorda, indicavam que para Ponta Negra deveria haver uma reposição de material em aproximadamente 7 anos.Podendo ser um pouco menos, um pouco mais, aproximadamente um período de 7 anos precisaria-se ter reposição de areia na engorda. Então, já é previsto que tenha essa perda de sedimentos ao longo dos anos. Nenhuma engorda é estática, é uma obra dinâmica, que depende da natureza, da corrente marinha”, disse.
Considerando os pontos de atenção, a secretária confirmou que o trecho próximo ao Morro do Careca é o que está mais comprometido, e apontou que a gestão muncipal acompanha o cenário para tomar medidas necessárias no local.
“A gente sabe que é a área do Morro do Careca. É a área mais sensível, né? Justamente pela própria dinâmica, pelos eventos. E a gente está trabalhando, a gente está acompanhando para poder tomar as atitudes necessárias, (ainda) que venha a ser uma reposição”, disse.
Ações
Para manter a engorda, Shirley citou as ações da Prefeitura, que incluem o uso de 16 dissipadores para diminuir a velocidade da descida da água em dias de chuva, e a instalação que três reservatórios, que terão o objetivo de reter parte da água. Com essa estrutura, a secretária projeta ainda que fenômenos como espelhos d´água terão um volume e impacto menores.
“Nossas indicações, os estudos que nós recebemos indicam que essa água começará a descer com chuvas a partir de 60 milímetros. Então, quando tivermos fortes chuvas, em um curto período de tempo, ela começa a descer, mas vai descer em uma velocidade muito menor, ela vai descer em uma quantidade muito menor. Então, esses espelhos d’água podem se formar se nós tivermos chuvas de 100 milímetros, mas eles vão formar menores”
“Interpretação equivocada”
Sobre a antecipação de dados do relatório, a secretária afirmou que o movimento surpreendeu a Prefeitura. Para ela, houve uma “interpretação equivocada” das informações. Shirley defendeu que, caso a perda da faixa de areia chegasse a 40%, a faixa atual seria de 20 metros.
“Houve uma interpretação equivocada, isso eu posso dizer, realmente, gera uma situação, muitas vezes, de medo da população, de descrédito. E se a gente deixar a emoção passar e começar a raciocinar, 40% é quase metade, todo mundo ia estar vendo que a praia ia estar indo embora”, concluiu.
FONTE:98 FM
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