O atendimento faz parte do programa Acolhe Mais, que disponibiliza até 100 mil consultas psicológicas por mês em todo o Brasil

Post Images
Reprodução

Mulheres que enfrentam ou já enfrentaram situações de violência e familiares responsáveis pelos cuidados de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras passaram a ter acesso a consultas de saúde mental por meio do Meu SUS Digital.

O atendimento faz parte do programa Acolhe Mais, que disponibiliza até 100 mil consultas psicológicas por mês em todo o Brasil. As sessões são feitas de forma remota por psicólogas treinadas para acolher as pacientes, avaliar possíveis situações de risco e orientar sobre os serviços disponíveis na rede pública de saúde.

Criado em março como projeto-piloto no Recife (PE) e no Rio de Janeiro (RJ), o serviço começou atendendo mulheres em situação de violência. A oferta foi posteriormente ampliada e passou a contemplar usuárias de todos os estados brasileiros.

Também podem solicitar o atendimento familiares que atuam como cuidadoras, entre elas mães, tias, avós e irmãs de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras. A medida busca atender pessoas que têm dificuldade para comparecer a consultas presenciais por falta de tempo, problemas de deslocamento ou outras limitações.

Como pedir o atendimento

O acesso é feito pelo aplicativo Meu SUS Digital. Para solicitar uma consulta, é necessário:

  • Entrar na opção “Miniapps”;
  • Selecionar “Acolhe Mais + – Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres”;
  • Realizar o cadastro na plataforma da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS);
  • Informar a situação que motivou a busca pelo atendimento.

Depois do cadastro, a equipe responsável deve entrar em contato em até 24 horas. Nesse momento, a usuária poderá escolher o melhor dia e horário para a consulta.

O sistema envia lembretes antes do atendimento e, na data marcada, disponibiliza o link para a realização da consulta online.

Atendimento pode ter até 10 sessões

No atendimento destinado a mulheres que passaram por situações de violência, a primeira consulta considera fatores como possíveis riscos, existência de rede de apoio e necessidades apresentadas pela paciente.

É possível realizar até dez sessões. Caso seja necessário manter o acompanhamento, um novo ciclo pode ser iniciado. A paciente também pode receber encaminhamento para um CAPS ou outro serviço da rede de saúde.

O Acolhe Mais funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h. Os atendimentos são realizados exclusivamente por psicólogas capacitadas para a modalidade virtual.

O que fazer em caso de emergência

O atendimento online não substitui os serviços de emergência. Em situações de risco imediato, a orientação é procurar atendimento emergencial ou acionar a Polícia Militar, pelo 190, e o Samu, pelo 192.

Ligue 180

Mulheres que precisam de orientação ou querem denunciar situações de violência também podem recorrer ao Ligue 180, serviço gratuito que funciona 24 horas por dia.

A Central orienta sobre direitos e serviços disponíveis e recebe denúncias, que podem ser encaminhadas aos órgãos responsáveis.

O serviço pode ser acionado pelo telefone 180, pelo WhatsApp (61) 9610-0180, pelo e-mail [email protected] ou por videochamada com atendimento em Libras.

Jornalista | Palestrante | Assessora de Comunicação | Consultora em Gestão de Crise de Comunicação | Apresentadora de rádio e televisão.

Faça Login ou Cadastre-se no site para comentar essa publicação.

0 Comentários