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Governador afirma que já tratou do assunto com ex-presidente
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse nesta terça-feira 27 que recusaria um pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para disputar a Presidência caso um convite fosse feito durante o encontro que ambos devem ter na próxima quinta-feira 29.
“Isso [o pedido] não vai acontecer. Mas eu diria não”, disse Tarcísio durante uma entrevista à rádio Jovem Pan de Sorocaba concedida nesta manhã —o governador tinha uma visita marcada à fábrica da Toyota na cidade.
O governador disse que já havia discutido o assunto com o ex-presidente na última ocasião em que estiveram juntos. A conversa ocorreu durante uma visita, em setembro, à casa de Bolsonaro, que à época cumpria prisão domiciliar. Bolsonaro está agora na unidade da Papudinha, em Brasília, cumprindo pena em regime fechado por liderar a trama golpista que culminou nos ataques do 8 de Janeiro.
O encontro entre Tarcísio e Bolsonaro estava marcado para ocorrer no último dia 22, mas foi cancelado pelo governador após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), indicado pelo ex-presidente para concorrer à Presidência, dizer à imprensa que a visita serviria para Tarcísio ouvir que sua candidatura presidencial estava “descartada”.
Tarcísio ficou incomodado com a fala e preferiu não ir ao encontro, segundo seus auxiliares, remarcando a visita para a semana seguinte.
Durante a entrevista, ele afirmou que, após a última visita a Bolsonaro, em 29 de setembro, ambos conversaram sobre eleições e que o governador teria dito que não gostaria de tentar a Presidência.
“É muito tranquilo isso [não concorrer à Presidência] para mim”, disse Tarcísio. “Na última visita que eu fiz ao Bolsonaro, e ele estava na prisão domiciliar, antes de ele vir para o regime fechado, ele me perguntou: ‘E aí, Tarcísio, eleição presidencial: qual é a sua posição?’ Eu digo: ‘Minha posição é ficar em São Paulo.’ Eu fui muito contundente, muito claro com ele com relação a isso, porque também eu precisava manter uma linha de coerência.”
O governador disse que espera ter um “papo de amigo” com o ex-presidente no encontro desta quinta. “Na visita que eu vou fazer, o meu papo vai ser um papo de amigo. Eu vou falar de amenidades, vou ver se ele está precisando de alguma coisa, vou falar da solidariedade que eu tenho, do carinho que eu tenho por ele e do que a gente está fazendo aqui fora para tentar ajudá-lo.”
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