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Missão brasileira leva médicos, cães farejadores e equipamentos para resgate
A Venezuela entrou neste sábado 27 no terceiro dia de buscas por vítimas dos terremotos que atingiram o país na última quarta-feira 24, enquanto aguarda a chegada de ajuda internacional para reforçar as operações de resgate.
De acordo com o balanço provisório do governo, 920 pessoas morreram, 3.360 ficaram feridas e 4.000 estão desabrigadas. Além disso, quase 400 prédios foram danificados ou desabaram completamente.
O número de vítimas pode ser maior. O Escritório de Ajuda Humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 50 mil pessoas estejam desaparecidas.
Moradores das áreas atingidas relataram ter encontrado poucas equipes de resgate do Estado durante as buscas realizadas na sexta-feira 26. A ausência de apoio tem aumentado a pressão sobre as famílias, que seguem à procura de sobreviventes sob os escombros.
Agências de assistência consideram as primeiras 48 a 72 horas após o desastre como o período mais importante para resgatar pessoas com vida, embora haja possibilidade de sobrevivência por mais tempo em casos com acesso a água e alimentos.
Na noite de sexta-feira, as autoridades venezuelanas anunciaram o bloqueio de acesso ao estado de La Guaira, região mais afetada pelos tremores, após registro de dificuldades operacionais causadas por trânsito e concentração de pessoas. O governo informou que a entrada será restrita mediante autorização, mas não detalhou os critérios.
Força Aérea Brasileira chega à Venezuela
A ajuda internacional começou a chegar ao país. A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que uma missão humanitária chegou à Base Militar da Força Aérea Venezuelana El Libertador, em Maracay.
A aeronave KC-390 Millennium, do Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT) – Esquadrão Zeus, transportou médicos, cães farejadores e equipamentos para apoio às operações de busca e resgate.
A mobilização brasileira foi coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE) e reúne profissionais da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec/MIDR), militares dos Corpos de Bombeiros de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de especialistas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Os terremotos tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5 e ocorreram em um intervalo inferior a um minuto na noite de quarta-feira 24. Dados anteriores das autoridades apontavam 235 mortes e 4.300 feridos, números que foram atualizados ao longo dos últimos dias.
Fonte: Agora RN
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