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Ex-presidente alega "surto" provocado por medicamentos
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, durante audiência de custódia realizada neste domingo 23, em Brasília, que tentou mexer na tornozeleira eletrônica devido a um “surto” provocado por medicamentos. Ele negou qualquer tentativa de fuga. A prisão preventiva foi mantida pela juíza auxiliar Luciana Sorrentino, responsável pela análise do caso.
De acordo com a ata da audiência, “depoente [Bolsonaro] afirmou que estava com ‘alucinação’ de que tinha alguma escuta na tornozeleira, tentando então abrir a tampa”. O documento foi protocolado após a sessão.
Bolsonaro declarou ter tido uma “certa paranoia” em razão de medicamentos que tem tomado. Ele mencionou pregabalina e sertralina, substâncias utilizadas em tratamentos psiquiátricos, em especial para ansiedade e depressão. Também afirmou que tem o sono “picado” e relatou dificuldades para dormir.
Segundo o relato, Bolsonaro usou um ferro de soldar para mexer na tornozeleira, justificando que possui curso para operar esse tipo de equipamento. Ele disse ter feito isso por volta da meia-noite, mas afirmou que “caiu na razão” e interrompeu a ação, momento em que teria se comunicado com os agentes de custódia.
O ex-presidente afirmou ainda que “não se lembra de ter um surto dessa natureza em outra ocasião” e que “começou a tomar um dos remédios há cerca de quatro dias antes dos fatos que levaram à sua prisão”.
Bolsonaro declarou que não tinha qualquer intenção de fuga.
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