Pedro Inácio era cabo da Polícia Militar quando foi preso e mesmo sob custódia, recebeu duas promoções.

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O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) recomendou ao Comando-Geral da Polícia Militar a anulação das promoções e da punição branda aplicadas ao sargento Pedro Inácio Araújo de Maria, condenado pelo estupro e assassinato da estudante Zaira Dantas Silveira Cruz, de 22 anos. A recomendação foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (7).

Na portaria, o promotor Wendell Beetoven Ribeiro Agra, da 19ª Promotoria de Justiça de Natal, orienta que a Polícia Militar anule a punição disciplinar de 30 dias de prisão administrativa aplicada a Pedro Inácio — medida que nunca foi cumprida —  e também as duas promoções concedidas enquanto ele estava preso preventivamente à disposição do Poder Judiciário. Segundo o MPRN, se a sentença for revista e o policial for absolvido, ele poderá receber a promoção a que teria direito.

Pedro Inácio era cabo da Polícia Militar quando foi preso e mesmo sob custódia, recebeu duas promoções. Durante cerca de sete anos em que esteve detido, continuou recebendo salários normalmente, que somaram quase R$ 600 mil em valores brutos.

O policial foi condenado em dezembro de 2025 a 20 anos de prisão em regime fechado pelo crime ocorrido durante o Carnaval de 2019, em Caicó, na região Seridó. Em março de 2026, obteve progressão para o regime semiaberto, cumprindo pena em casa com tornozeleira eletrônica.

Fonte: Agora RN

Jornalista | Palestrante | Assessora de Comunicação | Consultora em Gestão de Crise de Comunicação | Apresentadora de rádio e televisão.

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