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Segundo a parlamentar, a definição ocorreu após reunião da comissão com a Procuradoria da Casa e contou com o aval dos três integrantes do colegiado: Samanda Alves
A vereadora Brisa Bracchi (PT) afirmou, durante entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (4), que foi unânime a decisão da Comissão Especial Processante da Câmara Municipal de Natal de não incluir um depoimento complementar dela no processo de cassação ao qual responde.
- Devido a ausência do depoimento, a parlamentar realizou uma ação judicial para conceder sua declaração, o que causou o adiamento da votação do processo de cassação no plenário da Casa Legislativa.
Segundo a parlamentar, a definição ocorreu após reunião da comissão com a Procuradoria da Casa e contou com o aval dos três integrantes do colegiado: Samanda Alves (presidente), Daniell Rendall (relator) e Tarcio de Eudiane (membro).
“Essa foi uma decisão unânime dos três membros da comissão especial, também sob a orientação da Procuradoria da Câmara. Agora é muito fácil tentar jogar a culpa para uma pessoa, para outra. Todas as reuniões da Comissão Especial foram gravadas, filmadas, tudo isso está documentado e vai ser entregue à Justiça.”, declarou Brisa.
A vereadora afirmou que está intimada para prestar depoimento nesta quinta-feira (5), às 17h, e que cumprirá a determinação. “Até o momento eu não recebi notificação de nenhuma suspensão. Estou intimada para comparecer amanhã às 17 horas para o nosso depoimento. Vou cumprir a intimação. Se houver uma desconvocação oficial, óbvio que a gente também vai obedecer”, disse.
Dois processos de cassação
Brisa Bracchi é alvo de um segundo processo de cassação na Câmara de Natal em menos de um ano. O primeiro tratava exclusivamente de denúncia relacionada ao uso de emendas impositivas no evento político-partidário “Rolé Vermelho – Bolsonaro na Cadeia”. Já o segundo ampliou o escopo das acusações, incluindo, além do episódio anterior, questionamentos sobre a cobrança de ingressos em eventos que teriam recebido recursos por meio de emendas parlamentares.
De acordo com a vereadora, os novos fatos inseridos na segunda denúncia justificariam a necessidade de manifestação para contemplar os novos fatos, mas isso não ocorreu.
“No segundo processo havia uma denúncia mais vasta, que trazia novos elementos, novos eventos. Era sobre isso que a gente precisa se manifestar”, afirmou.
Ela ressaltou que, no primeiro processo, foi ouvida normalmente, mas que, no segundo, o depoimento não integrou o cronograma inicial da comissão. A decisão, segundo reforçou, foi colegiada.
Críticas e denúncia
Durante a coletiva, Brisa também criticou o vereador Matheus Faustino, a quem acusou de perseguição política. Segundo ela, o parlamentar deverá responder no Conselho de Ética da Câmara e na Justiça por denúncia de violência política de gênero protocolada na semana passada.
“Agora o vereador Matheus Faustino vai ter que responder no Conselho de Ética e na Justiça pelo crime de violência política de gênero”, afirmou.
Brisa negou irregularidades e afirmou estar tranquila quanto à condução do processo. “A gente tem toda a consciência tranquila nesse momento, principalmente por ter um instrumento que é o mandato, e não transformar o nosso mandato em uma ferramenta de perseguição política contra os nossos pares”, concluiu.
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