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Sesap afirma que equipamento quebrado desde terça-feira 5 foi reparado na tarde desta segunda-feira 11
O elevador do pronto-socorro Clóvis Sarinho, no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, voltou a funcionar na tarde desta segunda-feira 11, após quase uma semana de falha. A confirmação foi feita pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), que informou que o equipamento quebrado desde a última terça-feira 5 foi reparado.
Segundo a secretaria, o elevador que voltou a operar é o mesmo que apresentou defeito na semana passada e provocou mudanças no fluxo de atendimento da unidade. Já o outro elevador do setor segue fora de funcionamento e está em processo de substituição. “O outro não tem conserto e está em processo de compra”, informou a Sesap.
Durante o período de falha, pacientes cirúrgicos chegaram a ser transportados pelas escadas do hospital, situação denunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde-RN). A situação afetou principalmente o setor do Clóvis Sarinho, onde funcionam o centro cirúrgico e os atendimentos de trauma.
Em vídeo divulgado nas redes sociais do sindicato, a diretora Lúcia “Negona” afirmou que maqueiros precisaram improvisar o deslocamento de pacientes devido à paralisação do equipamento. O sindicato afirma que o problema é recorrente e cobra uma solução definitiva para os elevadores da unidade. Segundo os trabalhadores, promessas de aquisição de novos equipamentos vêm sendo feitas há anos, mas os problemas persistem.
Durante a falha no equipamento, a Sesap reorganizou o fluxo de pacientes. Casos de trauma abdominal, ferimentos por arma de fogo e arma branca passaram a ser direcionados ao Hospital Santa Catarina. Pacientes com fraturas expostas de membros inferiores foram encaminhados ao Hospital Deoclécio Marques, em Parnamirim. Já os pacientes com necessidade de cirurgias ortopédicas na parte superior do corpo continuaram sendo operados no Clóvis Sarinho e transportados pelas escadas.
Sesap planeja construir rampa
Em entrevista ao Jornal da Cidade, da Rádio Cidade, o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, afirmou que a Sesap estuda a construção de uma rampa alternativa para circulação de pacientes em situações futuras de falha nos elevadores.
“A gente pensa, e já está em estudo, para construir uma rampa alternativa que possa possibilitar que, em uma circunstância como essa, em uma eventual e futura quebra de novos elevadores, a gente possa ter uma alternativa de remanejo dos pacientes”, afirmou.
O secretário explicou que o complexo hospitalar possui dois setores distintos: o Hospital Walfredo Gurgel, onde funcionam enfermarias, e o pronto-socorro Clóvis Sarinho, que concentra centro cirúrgico e urgência traumática.
“Os elevadores de trás, onde funcionam as enfermarias, estão funcionando, os dois elevadores. Apesar de também já serem antigos e precisarem sempre de algum tipo de manutenção. Os da frente têm um que está mais debilitado e esse já existe um processo de licitação para compra de um novo equipamento”, afirmou.
Sobre o elevador que apresentou falha na semana passada, Alexandre Motta disse que a peça necessária para o reparo não existe no Brasil e precisou passar por adaptação. Segundo ele, o componente deveria ter sido entregue antes, mas apresentou problemas durante o reparo. “A peça sofreu um curto. Então teve que voltar para a bancada da empresa que presta esse serviço”, disse.
O secretário reconheceu o impacto da situação no funcionamento do hospital e afirmou que a unidade não possui alternativa estrutural aos elevadores. “Isso, obviamente, impacta de uma forma muito severa o hospital. Porque o hospital não tem rampa. Quando ele foi planejado lá atrás, acreditava-se que os elevadores resolveriam o problema”, afirmou.
Alexandre Motta afirmou ainda que o hospital opera acima da capacidade instalada. “É um hospital sobrecarregado, ele tem 300 leitos e em muitos momentos ele interna 400”, declarou. Segundo ele, parte da sobrecarga ocorre porque pacientes clínicos permanecem internados na unidade, apesar do perfil do hospital ser voltado exclusivamente ao trauma.
“Tem pacientes que são clínicos, que não deveriam estar no Walfredo, já que ele é um hospital exclusivamente de trauma”, disse. O secretário também relatou dificuldades na transferência interna de pacientes, especialmente entre UTIs e enfermarias. “Isso criou uma dinâmica muito desgastante dentro do hospital. A gente tem uma situação de abarrotamento e isso, obviamente, impacta nos serviços”, afirmou.
Agora RN
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