Ministro do STF mantém ex-presidente na PF, apesar de cirurgias e recomendações médicas

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta quinta-feira (1º) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para cumprimento de prisão domiciliar humanitária após sua alta hospitalar.

Bolsonaro esteve internado no hospital DF Star, em Brasília, desde o último dia 24, para realizar uma cirurgia de hérnia. Durante a internação, o ex-presidente apresentou picos de hipertensão e crises de soluço, necessitando de três procedimentos cirúrgicos entre os dias 27, 29 e 30 de dezembro.

 

Com a alta prevista para hoje, a defesa havia solicitado que ele não retornasse à Superintendência da Polícia Federal (PF) no Distrito Federal, onde cumpre pena por liderar uma tentativa de golpe após a derrota nas eleições de 2022.

Em sua decisão, Moraes argumentou que não houve agravamento do quadro de saúde, mas sim melhora clínica após as cirurgias. O ministro destacou que todos os cuidados médicos necessários podem ser realizados na PF, que conta com plantão 24 horas, acesso integral a médicos, fisioterapia, medicamentos e alimentação controlada pelos familiares.

Os médicos que acompanharam Bolsonaro constataram melhora dos soluços, mas indicaram que ele seguirá com tratamentos não invasivos, incluindo fisioterapia respiratória, uso noturno de CPAP e medidas preventivas contra trombose. A endoscopia apontou persistência de esofagite e gastrite, condições que podem estar relacionadas aos soluços recorrentes.

O ex-presidente recebeu orientações médicas para alimentação fracionada e evitar deitar após comer, além de cuidados com curativos e prevenção de quedas durante o uso do CPAP.

 

 

Jornalista | Palestrante | Assessora de Comunicação | Consultora em Gestão de Crise de Comunicação | Apresentadora de rádio e televisão.

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