Gustavo Feliciano exonerou a secretária-executiva e promoveu mudanças em cargos do ministério

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O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, iniciou nesta segunda-feira 12 mudanças na equipe da pasta que comanda desde 23 de dezembro, após a saída de Celso Sabino. Ele exonerou a secretária-executiva Ana Clara Machado Lopes e nomeou para o cargo Fernanda Câmara Norat.

Fernanda Câmara Norat foi secretária parlamentar do deputado federal Damião Feliciano (União-PB), pai do ministro, entre abril de 2018 e fevereiro de 2019 e, posteriormente, de abril de 2022 a setembro de 2023. O nome dela também consta no diretório estadual do União Brasil na Paraíba, apesar de uma resolução do partido, aprovada em setembro, que determinou que filiados deixassem cargos no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Indicado pelo União Brasil para substituir Celso Sabino, Gustavo Feliciano não é filiado à legenda. Paraibano, assim como o pai e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), o ministro integra um grupo político alinhado ao comando da Casa.

Segundo nota oficial do Ministério do Turismo, Fernanda Câmara Norat é bacharel em Turismo e tem experiência na administração pública da Paraíba. Ela atuou como chefe de gabinete da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico, secretária do Conselho Estadual de Desenvolvimento Turístico (Condetur), secretária-executiva de Estado da Cultura, vice-presidente do Conselho Estadual de Política Cultural e secretária parlamentar na Câmara dos Deputados.

Além da mudança na Secretaria-Executiva, o ministro promoveu outras exonerações. Em portarias publicadas no Diário Oficial da União (DOU), foram exonerados Fábio Augusto Oliveira Pinheiro, diretor da Secretaria Nacional de Políticas de Turismo, e Sandro de Vargas Serpa, secretário-executivo adjunto da Secretaria-Executiva do ministério. Até a publicação desta matéria, os nomes dos substitutos não haviam sido divulgados no DOU.

Procurado para comentar as mudanças, o Ministério do Turismo não respondeu aos questionamentos da reportagem até a publicação deste texto. O espaço segue aberto para manifestação.

Celso Sabino, que deixou o ministério após ser expulso do União Brasil por descumprir a orientação da legenda de sair do governo federal, afirmou que sua saída contribui para a governabilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso Nacional.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que Lula demonstrou “acessibilidade política” ao aceitar a indicação de Gustavo Feliciano para o comando da pasta. Apesar do rompimento formal do União Brasil com o Palácio do Planalto, quase metade da bancada de 59 deputados da sigla segue votando com o governo. Esse grupo pediu a substituição de Celso Sabino para manter apoio à aprovação de projetos de interesse da gestão federal.

Jornalista | Palestrante | Assessora de Comunicação | Consultora em Gestão de Crise de Comunicação | Apresentadora de rádio e televisão.

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