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O levantamento também mostra que o medo aumenta conforme a idade: atinge 35,2% entre pessoas de 60 a 69 anos
Quatro em cada dez idosos que vivem em áreas urbanas no Brasil relatam medo de cair ao caminhar por calçadas, passeios ou vias públicas com defeitos. O receio é ainda maior entre as mulheres, chegando a 50,5%, segundo dados apresentados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) no Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos (Elsi-Brasil).
Entre os homens, o índice é menor, de 31,9%. O levantamento também mostra que o medo aumenta conforme a idade: atinge 35,2% entre pessoas de 60 a 69 anos, sobe para 47,1% na faixa de 70 a 79 anos e chega a 63,1% entre idosos com 80 anos ou mais.
De acordo com os pesquisadores, a infraestrutura urbana tem impacto direto na mobilidade, autonomia e qualidade de vida da população idosa, evidenciando que o envelhecimento no país envolve desafios que vão além das condições de saúde.
O estudo também aponta que 12,1% dos idosos consideram a vizinhança “muito insegura”, o que representa cerca de 3,8 milhões de pessoas. A percepção de insegurança afeta a circulação e pode agravar o isolamento social.
Outro dado relevante é a hipertensão arterial, identificada em 34,4% dos idosos avaliados, o que equivale a aproximadamente 11 milhões de brasileiros. A condição, muitas vezes silenciosa, pode levar a complicações graves como AVC, infarto e insuficiência renal.
A pesquisa também revela que 20,4% dos idosos têm dificuldade para realizar atividades básicas do dia a dia, como tomar banho, se vestir ou se alimentar. Entre as mulheres, o índice chega a 23,1%, e entre os homens, 17%.
Apesar disso, apenas 37,9% das pessoas com limitações recebem ajuda regular, e menos de 6% dos cuidadores relataram ter recebido treinamento, o que reforça a fragilidade da rede de apoio.
Os pesquisadores destacam ainda o papel central do Sistema Único de Saúde (SUS), utilizado por cerca de dois terços da população idosa no país. A Estratégia Saúde da Família acompanha 69,2% desse público.
Os dados fazem parte da terceira onda do Elsi-Brasil, estudo nacional que monitora o envelhecimento da população e subsidia políticas públicas voltadas à saúde e ao bem-estar dos idosos.
Com informações Ag. Brasil
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