Na UFRN, o corte chega a ser de 7,18%, o equivalente a R$14.738.445,00, com o orçamento passando de R$ 205.141.094,00 para R$ 190.402.649,00

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Os reitores das universidades federais da região Nordeste assinaram um manifesto contra os cortes no orçamento. Pelo Rio Grande do Norte, assinaram o documento os reitores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da Universidade Federa Rural do Semi-Árido (Ufersa).

Na UFRN, o corte chega a ser de 7,18%, o equivalente a R$14.738.445,00, com o orçamento passando de R$ 205.141.094,00 para R$ 190.402.649,00. Já na Ufersa, o corte deverá ter um impacto de cerca de R$ 5 milhões, com ênfase na Assistência Estudantil, que deverá receber corte na casa dos 800 mil reais. 

Ao todo, as universidades federais em todo o Brasil sofrerão em 2026 um corte de R$ 488 milhões em seus orçamentos, segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

Inicialmente, a Lei Orçamentária Anual (LOA) aprovada pelo Congresso Nacional previa R$ 6,89 bilhões para as 69 universidades federais, um valor que já era considerado crítico. Porém, o projeto aprovado pelo Congresso baixou a verba para R$ 6,43 bilhões em 2026.

Na nota, os reitores repudiam o corte de quase R$ 500 milhões e explicam que a restrição do orçamento vai comprometer o acesso à universidade pública e de qualidade, que garantiu o reposicionamento da região no cenário nacional através de um desenvolvimento consistente e sustentável.

Confira a íntegra do manifesto:

Em nota recente, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) alertou toda a sociedade brasileira para sua profunda preocupação com os cortes promovidos pelo Congresso Nacional no orçamento das Universidades Federais durante a tramitação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026. Em especial, a manifestação destacou a grave situação do orçamento destinado à Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), cujo nível de financiamento compromete diretamente a permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica nas instituições federais de ensino superior.

As universidades federais constituem instrumentos estratégicos para o enfrentamento das desigualdades sociais e das assimetrias regionais, bem como para a promoção da inclusão social. Nas últimas décadas, essas instituições passaram por um intenso processo de expansão e interiorização, ampliando de forma significativa o acesso ao ensino superior público, gratuito e de qualidade.

No Nordeste, essa política pública teve papel decisivo na democratização do acesso à universidade e na indução de um desenvolvimento regional consistente e sustentável, alicerçado na educação, na ciência, na tecnologia e na inovação, contribuindo para o reposicionamento da região no cenário nacional. Destaca-se, ainda, a relevante atuação das universidades na promoção da cultura e na oferta de serviços e ações de saúde de qualidade à população.

Diante desse contexto, somado ao fato de que a proposta orçamentária para 2026 enviada ao Congresso Nacional pelo Governo Federal já se mostrava insuficiente para fazer frente às necessidades de nossas comunidades acadêmicas, nós, reitoras e reitores das Universidades Federais do Nordeste, plenamente conscientes do papel estratégico de nossas instituições para o desenvolvimento social, econômico e humano da região, reforçamos a urgente necessidade de recomposição e suplementação do orçamento das universidades federais.

Reafirmamos, ainda, nosso compromisso permanente com a defesa de um financiamento adequado e sustentável da educação superior pública, gratuita e de qualidade, condição indispensável para a garantia do direito à educação e para o futuro do país.

Jornalista | Palestrante | Assessora de Comunicação | Consultora em Gestão de Crise de Comunicação | Apresentadora de rádio e televisão.

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