A fabricante também reforçou que, segundo análises internas, os produtos são seguros para uso.

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Ypê voltou atrás e informou, no fim da tarde desta sexta-feira (15), que continuará oferecendo troca e reembolso para consumidores que compraram produtos incluídos na suspensão determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A mudança ocorreu após um dia de posicionamentos divergentes da empresa sobre o ressarcimento dos clientes afetados.

Anvisa manteve suspensão dos produtos

Mais cedo, a diretoria colegiada da Anvisa rejeitou por unanimidade o recurso apresentado pela Ypê e manteve a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de diversos produtos de limpeza da marca, conforme a Resolução 1.834/2026.

Após a decisão, a empresa iniciou o processo de reembolso e passou a solicitar a chave Pix dos consumidores para realizar os pagamentos relacionados aos produtos afetados.

Empresa havia negado reembolso horas antes

Apesar disso, por volta das 18h10, o diretor-executivo jurídico e corporativo da Ypê, Sergio Pompilio, afirmou à CNN Brasil que não havia previsão de ressarcimento naquele momento.

Segundo ele, muitos produtos seguem separados nos estoques dos clientes e poderiam voltar ao mercado caso novos testes comprovem segurança sanitária.

“Não há o que se falar, nesse momento, em reembolso”, declarou o executivo durante a entrevista.

Ypê voltou atrás e confirmou troca e ressarcimento

Menos de uma hora depois, às 18h55, a empresa divulgou uma nova nota oficial confirmando que seguirá atendendo consumidores que preferirem realizar a troca ou solicitar reembolso.

No comunicado, a Ypê afirmou que os produtos não precisarão ser recolhidos imediatamente, mas deverão permanecer guardados até a emissão de novos laudos independentes.

A fabricante também reforçou que, segundo análises internas, os produtos são seguros para uso.

Empresa promete novos testes independentes

A Ypê informou ainda que propôs à Anvisa a apresentação de novos testes realizados por laboratórios independentes autorizados pela agência.

O objetivo, segundo a empresa, é comprovar a segurança dos lotes suspensos e permitir a liberação dos produtos o mais rápido possível.

Além disso, a companhia afirmou que mantém um investimento de R$ 130 milhões para adequação aos requisitos definidos em conjunto com a Anvisa.

Consumidor poderá pedir troca ou reembolso

Em nova declaração à reportagem, Sergio Pompilio confirmou que consumidores que não se sentirem seguros poderão solicitar atendimento pelos canais oficiais da empresa.

Segundo ele, os clientes poderão optar pelo ressarcimento ou pela troca dos produtos suspensos.

Já a Anvisa informou que não atua em questões relacionadas ao reembolso, destacando que o foco da agência é exclusivamente a segurança sanitária dos produtos.

 

 

Jornalista | Palestrante | Assessora de Comunicação | Consultora em Gestão de Crise de Comunicação | Apresentadora de rádio e televisão.

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