Diante do analfabetismo, evasão escolar e baixo acesso ao ensino superior, evento chega para traçar estratégias

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Natal recebe nesta quinta-feira 28, no Colégio Nossa Senhora das Neves, um seminário que pretende lançar as bases de um Pacto Educativo Estadual, iniciativa inspirada no chamado feito pelo Papa Francisco em 2019 para que países, governos, instituições e comunidades se unam em torno da educação. O encontro reunirá universidades públicas e privadas, secretarias de educação, órgãos do poder público, entidades da sociedade civil e a Arquidiocese de Natal, que assumiu a coordenação da mobilização no Rio Grande do Norte.

Segundo o arcebispo metropolitano Dom João Santos Cardoso, o objetivo do seminário é criar um espaço plural para refletir sobre os desafios e possibilidades da educação potiguar. “Mais do que um evento isolado, queremos dar um ponto de partida público para um pacto que envolva todos os setores da sociedade. Educar uma criança não é tarefa apenas da família ou da escola, mas de toda a comunidade. É preciso uma aldeia inteira”, disse.

Entre os parceiros já confirmados estão o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), universidades privadas, além de secretarias municipais e estadual de Educação. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) também aderiu à iniciativa e firmou protocolo de cooperação institucional. Organizações como a OAB e o Conselho Regional de Medicina participam, ampliando o alcance da mobilização.
O evento é gratuito e aberto ao público. As inscrições podem ser feitas no site da Arquidiocese.

RN tem 14% da população analfabeta

O RN convive com uma realidade alarmante: quase 14% da população acima de 15 anos não sabe ler nem escrever, segundo o Censo de 2022. O índice equivale a pouco mais de 366 mil pessoas em um universo de 2,6 milhões de potiguares nessa faixa etária.

Para Dom João Santos Cardoso, que coordena a realização do seminário Pacto Educativo Estadual, esses números confirmam a urgência de uma mobilização ampla. “Não se trata de um debate ideológico ou abstrato, é uma necessidade real, baseada em dados. A situação é grave e precisa ser enfrentada com determinação coletiva.”

Os desafios não param no analfabetismo. Dados recentes mostram que 60% das crianças da rede pública do Estado não estavam alfabetizadas até o fim do 2º ano do ensino fundamental em 2023. Para Dom João, experiências de outros estados podem servir de referência. Ele citou o Ceará, que tem conseguido melhorar os índices educacionais.

Fonte: Agora RN

Jornalista | Palestrante | Assessora de Comunicação | Consultora em Gestão de Crise de Comunicação | Apresentadora de rádio e televisão.

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