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Presidente do partido afirma que, caso a Assembleia resista ao nome de Cadu Xavier na eleição indireta
A presidente estadual do PT, Samanda Alves, afirmou nesta quarta-feira 4 que a candidatura da governadora Fátima Bezerra ao Senado é o “plano A, B e C” do partido para as eleições deste ano — o que exige que ela deixe o cargo atual até 4 de abril.
Em meio às especulações sobre a possível desistência de Fátima em ir para a disputa, para garantir que o PT tenha o controle da máquina estadual durante o pleito de outubro, Samanda declarou que todas as estratégias do partido passam pela renúncia da governadora e sua entrada na corrida eleitoral.
“Nosso plano A, nosso plano B e nosso plano C passa pela candidatura de Fátima ao Senado. Isso não é só uma definição do PT do Rio Grande do Norte, mas também do presidente Lula, do PT nacional”, afirmou a dirigente partidária, em entrevista ao AGORA RN.
Segundo Samanda Alves, a candidatura de Fátima ao Senado faz parte de um projeto mais amplo de fortalecimento da ala progressista no Congresso Nacional. “Este é um projeto para garantir, inclusive, a existência da República Brasileira. É um projeto mais forte, que passa pela necessidade de o nosso campo político eleger mais senadores, mais deputados federais”, declarou.
A disputa do Senado é tida como fundamental pelo PT diante da ameaça de bolsonaristas de avançar com propostas de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima legislatura. O partido também avalia que é necessário aumentar a presença no Congresso para dar mais governabilidade a um eventual 4º mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na última terça-feira 3, o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), afirma sinalizado que Fátima poderia desistir de renunciar caso perceba que não vai conseguir eleger o sucessor para o mandato tampão.
“A última cartada é dela. Se a gente tiver segurança — e nós estamos trabalhando para isso —, essa cartada vai ser a renúncia. Mas, se não criarmos esse ambiente de maioria que nos dê tranquilidade para esse processo, o que é inimaginável é a gente passar o governo para a mão da oposição durante o processo eleitoral. Isso seria um suicídio político”, afirmou Cadu, em entrevista ao Jornal das Seis, da rádio 96 FM.
PT defende Cadu, mas pode ter Francisco como candidato na eleição indireta
Caso Fátima Bezerra renuncie ao governo para disputar o Senado, o sucessor natural para concluir o mandato seria o vice-governador Walter Alves (MDB). Ele, no entanto, já declarou que também deixará o cargo para ficar apto à corrida para deputado estadual. Diante desse cenário, o PT tem defendido o nome do secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, para a eleição indireta que a Assembleia Legislativa teria de realizar para escolher um governador e um vice-governador para encerrarem o mandato até 5 de janeiro de 2027.
De acordo com Samanda, o PT e o governo “têm acompanhado, têm feito diálogo com os deputados” em busca de votos para eleger o sucessor na disputa da Assembleia. Ela declarou, ainda, que “a prioridade é garantir as condições pra Fátima ser candidata a senadora”.
A presidente do PT lembrou que o partido governa o Estado com uma bancada reduzida, mas com capacidade de articulação. Ela acrescentou que, para o atual momento, o diálogo se estende “com todos os campos transformados na Assembleia”.
Ela indicou que o Governo do Estado poderá abrir espaços para novos aliados para garantir votos suficientes na eleição indireta na Assembleia. “A prioridade do PT é garantir as condições para Fátima ser candidata ao Senado. O governo é um governo muito aberto, tem parceiros de vários partidos. O PT tem feito diálogo com os deputados e colocando que a prioridade é garantir as condições para Fátima ser senadora”, enfatizou Samanda Alves.
Caso a Assembleia resista ao nome de Cadu Xavier, o PT pode apresentar o nome do deputado estadual Francisco do PT como uma alternativa viável. “O PT tem o nome de Cadu e pode ter o nome de Francisco, que é o líder do governo da Assembleia, que tem um bom trânsito, um bom diálogo entre os deputados”, declarou.
Ela registrou que, atualmente, a Assembleia Legislativa tem três blocos, sendo que nenhum tem maioria absoluta — 13 votos —, número suficiente para eleger o governador na eleição indireta. “Nenhum sozinho, isoladamente, consegue eleger o governador para um mandato suplementar. Então, nesse sentido, o PT tem conversado com todas as forças”, destacou.
AGORA RN
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