Apesar do posicionamento isolado de Sargento Gonçalves, a maioria dos deputados aprovou a medida

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O deputado federal Sargento Gonçalves (PL) foi o único parlamentar a votar contra a Medida Provisória 1313/25, que cria o programa Gás do Povo, aprovado nesta segunda-feira (2) pela Câmara dos Deputados. A proposta altera o modelo de auxílio para a compra de gás de cozinha destinado à população de baixa renda e segue agora para análise do Senado Federal.

Ao justificar seu voto contrário, o deputado criticou o que chamou de excesso de políticas assistencialistas e afirmou que o modelo adotado pelo governo estimula a dependência do Estado.

“Não existe almoço grátis. Sempre alguém vai pagar a conta. Estou cansado desse modelo socialista que cria dependência do Estado”, declarou.

Apesar do posicionamento isolado de Sargento Gonçalves, a maioria dos deputados aprovou a medida, que substitui gradualmente o pagamento em dinheiro pela retirada gratuita do botijão de gás em revendas credenciadas, com previsão de encerramento da modalidade financeira até 2027.

Pelas novas regras, famílias inscritas no CadÚnico e com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa poderão retirar gratuitamente botijões de 13 quilos. Serão até quatro botijões por ano para famílias de duas a três pessoas e seis botijões anuais para famílias com quatro ou mais integrantes.

Durante o debate em plenário, defensores da proposta afirmaram que o novo formato garante que o benefício seja utilizado exclusivamente para a compra do gás de cozinha, além de reduzir o uso de alternativas prejudiciais à saúde, como lenha e madeira imprópria.

Sargento Gonçalves afirmou que não é contra políticas de assistência social, mas criticou a forma como os auxílios vêm sendo aplicados.

“Não sou contra auxílios, sou contra os excessos e a maneira como esses auxílios vêm sendo praticados”, completou o parlamentar.

O texto aprovado ainda cria uma nova modalidade voltada à instalação de sistemas de cocção de baixa emissão de carbono e biodigestores, além de estabelecer critérios de prioridade para famílias em situação de maior vulnerabilidade social.

A medida provisória ainda precisa ser votada pelo Senado para entrar definitivamente em vigor.

Jornalista | Palestrante | Assessora de Comunicação | Consultora em Gestão de Crise de Comunicação | Apresentadora de rádio e televisão.

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