O colegiado avaliará a decisão individual do ministro André Mendonça, que determinou a medida por considerar haver “risco concreto de interferência nas investigações”.

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A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) vai analisar, nesta sexta-feira (13), a prisão preventiva do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, realizada pela Polícia Federal no último dia 4 de março. O colegiado avaliará a decisão individual do ministro André Mendonça, que determinou a medida por considerar haver “risco concreto de interferência nas investigações”.

A prisão ocorreu durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que também resultou na detenção de outras três pessoas, entre elas o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel. O empresário é investigado por crimes financeiros, pagamentos indevidos a agentes públicos e pela suposta montagem de uma milícia privada para monitorar autoridades e perseguir jornalistas.

O julgamento ocorre no plenário virtual do STF, sistema em que os ministros registram seus votos em uma página eletrônica do tribunal. A análise está prevista para terminar no dia 20 de março, caso não haja pedido de vista (mais tempo para análise) ou de destaque, que levaria o caso ao julgamento presencial.

Relator do processo, Mendonça afirmou que há “indícios consistentes da prática de diversos crimes”, incluindo delitos contra o sistema financeiro nacional, a administração pública e da Justiça, além de organização criminosa e lavagem de dinheiro. 

Segundo ele, provas documentais, mensagens e fluxos financeiros apontam atuação estruturada dos investigados, com divisão de tarefas típica de organização criminosa.

De acordo com o ministro, Vorcaro também teria tido acesso prévio a informações sobre a investigação, fazendo anotações e comunicações relacionadas a autoridades e procedimentos ligados ao caso. O empresário foi transferido na semana passada para o presídio federal de Brasília.

A Segunda Turma decidirá se mantém a prisão preventiva ou se revoga a medida, podendo substituí-la por cautelares. O colegiado é formado por Gilmar Mendes (presidente), André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux e Dias Toffoli, mas Toffoli se declarou suspeito e não participará da votação. Com quatro votos possíveis, um eventual empate favorece o réu.

Com informações do g1

Jornalista | Palestrante | Assessora de Comunicação | Consultora em Gestão de Crise de Comunicação | Apresentadora de rádio e televisão.

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