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Principal alvo da oposição é o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT)

A CPMI do INSS retoma os trabalhos nesta terça-feira 26 com a votação do plano de ação e a análise dos primeiros 35 requerimentos apresentados pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Entre eles, estão pedidos de convocação de ex-ministros e ex-presidentes do instituto, além de solicitações de informações a órgãos de controle.
O principal alvo da oposição é o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT), que comandou a pasta até maio deste ano, quando as fraudes no INSS vieram à tona. Ele é citado em pelo menos 11 requerimentos e pode ter o sigilo bancário quebrado. Também estão na lista de convocação os ex-ministros Carlos Eduardo Gabas e José Carlos Oliveira, além de dez ex-presidentes do INSS.
A comissão, instalada após denúncias de um esquema bilionário de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões, deve ainda ouvir representantes da Polícia Federal, Controladoria-Geral da União (CGU), Defensoria Pública da União (DPU) e Tribunal de Contas da União (TCU). O rombo estimado chega a R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
Até agora, a CPMI já recebeu mais de 900 requerimentos, que incluem convocações, quebras de sigilo e pedidos de informações. Diante do volume, o Supremo Tribunal Federal (STF) se prepara para uma enxurrada de habeas corpus, já que os convocados podem recorrer à Corte para garantir o direito ao silêncio.
Com a presidência do senador Carlos Viana (Podemos-MG) e a relatoria de Gaspar, ambos ligados à oposição, a expectativa é de que os pedidos contra ex-gestores avancem com mais rapidez. Já a base governista, que aposta na coordenação do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), tenta reorganizar a estratégia para reduzir o desgaste político.
A oposição mira também nomes próximos ao presidente Lula, como seu irmão José Ferreira da Silva, o Frei Chico. Apesar disso, a convocação de ex-presidentes da República, segundo Viana, não será prioridade no início dos trabalhos.
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